sexta-feira, 19 de setembro de 2014

CERIMÔNIA IN MEMORIAN


Em todos os anos, numa data tão próxima quanto possível do equinócio de outono no hemisfério Norte ou da primavera no Sul, 21 de Setembro, os membros da Antiga e Mística Ordem Rosea Crucis se reúnem para comemorar a construção da grande pirâmide do Egipto, que os historiadores atribuem ao faraó Queóps, aproximadamente há 2.650 anos antes da Era Cristã. A localização e a arquitetura dessa pirâmide materializam um conhecimento prodigioso de aritmética, geometria, física, geografia e astronomia e por isso, ela continua a ser um enigma para todos os cientistas de nossa época constituindo um desafio à razão humana. De acordo com a tradição Rosacruz, ela foi erigida muitos séculos antes do reinado daquele faraó e nunca serviu de tumba ou local de sepultura. Os Rosacruzes consideram que ela foi um templo consagrado às iniciações praticadas nas Escolas de Mistérios egípcias. Assim a pirâmide imortaliza até hoje o caminho iniciático que o homem deve palmilhar para elevar-se acima de sua condição atual e atingir o estado da perfeição, finalidade máxima de sua evolução. Também é na oportunidade desta Cerimonia que os membros da AMORC prestam homenagem a todos os Rosacruzes do passado.

A AMORC é uma Ordem místico-filosófica, tradicional e iniciática cujas origens remontam ao Egito antigo, por volta de 1.500 anos antes da Era Cristã, quando reinava Tutmés III, Mas foi sob o impulso de Amenhotep IV, mais conhecido pelo nome de "Akhenaton", que ela assumiu sua verdadeira dimensão. Há séculos ela perpetua sob forma escrita e oral o conhecimento que os iniciados vêm transmitindo ao longo das eras. A Ordem não é uma seita nem uma religião, sendo seu único propósito o de contribuir para a evolução da consciência e para a regeneração física, mental e espiritual da humanidade. é apolítica e tem por membros pessoas pertencentes a todas as categorias sociais. De acordo com seu lema "A maior tolerância na mais irrestrita independência", ela não impõe quaisquer dogmas, mas propõe os seus ensinamentos a todos aqueles que se interessam pelos mistérios da existência. Seu símbolo oficial é a Rosa+Cruz. Neste símbolo que não tem qualquer conotação religiosa, a cruz representa o corpo do homem e a rosa a evolução progressiva de sua alma.
         
INFORME:
Os organismos afiliados de toda Belo Horizonte realizarão esta cerimônia aberta ao público, dia 20 de Setembro - Sábado às 15h00 na Loja Rosacruz Belo Horizonte, Av. Portugal nº 681 Jardim Atlântico BH

domingo, 14 de setembro de 2014

PROCURA-SE UM VENERÁVEL

Não precisa ser perfeito, mas que não seja medíocre. Não precisa ser Grau 33; basta ser Mestre Maçom, precisa gostar de aprender e ter imensa vocação para ensinar, principalmente por seus exemplos. Não precisa ser eloqüente tribuno, mas deve falar, calar e agir certo nos momentos certos. Precisa saber sorrir e não ter pejo de chorar pela infelicidade e dor alheia. Deve conhecer e reconhecer suas limitações e fazer de tudo para superá-las.
Procura-se um Venerável, com disposição indomável para combater, sem tréguas, o vício, a corrupção, o crime, o lucro fácil e suas próprias ambições pessoais. Que seja sempre encontrado ao lado dos enfermos, fracos e famintos de pão e justiça. Que respeite seu próximo independente de cor,
posição social, credo ou idealismo político. Que respeite e preserve a natureza e os animais.
Procura-se um Venerável, para amparar e ouvir seus irmãos, guardando como segredo de confissão, suas fraquezas, mas enaltecendo para todos suas virtudes. Precisa gostar e conhecer, profundamente, Liturgia e Ritualística, combatendo o obscurantismo, a intolerância, o fanatismo, as
superstições, os erros, as más lendas e invencionices maçônicas.
Procura-se um Venerável, que não encerre os trabalhos por “Um só Golpe de Malhete” para não golpear a egrégora da Loja. Que faça Pompas Fúnebres para os irmãos que partiram para o Oriente Eterno, que faça adoção de Lowtons, Loja de Mesa, Confirmação de casamento e Sessões Magnas Cívicas com a presença de profanos para difundir o ideal maçônico e que respeite a
soberana decisão da Loja e dos altos corpos Maçônicos.
Procura-se um Venerável, não precisa ter alto status, mas tem que estar despido de todas as vaidades. Que seja ponte-de-união entre Lojas, Irmãos e Profanos, e nunca espinho-de-discórdia. Pode já ter sido enganado, mas não pode nunca ter enganado. Deve saber perdoar e saber pedir perdão.
Procura-se um Venerável, não precisa ser financeiramente rico, mas não pode ser espiritualmente pobre. Precisa ser puro de sentimentos e deve ter como o grande ideal de sua vida a Maçonaria. Deve prestar auxílio aos Irmãos visitantes e fazer com que os mesmos se sintam como se estivessem em suas lojas.
Procura-se um Venerável, para incentivar a presença e o trabalho filantrópico das Cunhadas e Sobrinhas. Que se preocupe com a educação Profana e Maçônica dos sobrinhos de hoje que deverão ser Maçons do amanhã.
Procura-se um Venerável, que não dê o valor a parâmetros luxuosos. Que goste mais de encargo do que de cargos e pompas, mas que desempenhe com abnegação e fidelidade todos os encargos de tão nobre cargo. Que ao término do seu mandato prefira ser Cobridor Externo, em vez de Venerável de Honra.
Pode ser eleito pela primeira vez e admite-se até que o reeleito não tenha sede de perpetuar-se no poder.
Procura-se um Venerável, que, imitando o apóstolo Pedro, seja e ensine a seus Mestres a serem pescadores de homens no mundo profano.
Procura-se um Venerável, que gosta de ser chamado de irmão e que realmente sinta em seu coração toda a vibração e plenitude do que é ser um verdadeiro irmão.
Procura-se um Venerável, que não viva preso às lendas e histórias da Maçonaria do passado, mas que escreva a mais bela página da Maçonaria do presente.
Procura-se um Venerável, que nos abrace por T.’. V.’. T.’., sorrindo, chorando ou enxugando nossas lágrimas, para termos a inabalável certeza de que a Maçonaria é realmente, a imaculada Escada de Jacó que eleva o homem da Pedra Bruta à presença da mente cósmica universal.
P.S. – Os interessados que julgarem aptos para tão árduo encargo e nobre missão, por favor, apresentem suas aspirações, plataformas de trabalho e comprovantes de boas atividades maçônicas, na Ordem e no mundo profano no Saco de Propostas e Informações da Loja.
Colaboradores:
Ir(*) Mensagem escolhida pelo Ir.’. JOSÉ ROBSON GOUVEIA FREIRE, M.’.I.’., Membro ativo da A.’.R.’.L.’.S.’. Libertadores das Américas n° 3380, com o objetivo de renovar nosso sentimento e compromisso maçônicos e fraternos por ocasião das eleições para Venerável Mestre e demais cargos administrativos das Lojas Simbólicas.
TFA; Fernando Paiva

quarta-feira, 30 de julho de 2014

MARTINEZ DE PASCUALLY, O RER E OUTRA ORDENS


Por Wagner Veneziani Costa
Meus Bem Amados Irmãos,
Recebam os meus mais sinceros votos de Luz, Amor e Paz!!!
Queria escrever bem mais, mas para quem?
Martinez de Pascually, o RER e outras Ordens
O intuito desta compilação é o de fornecer informações históricas sobre o Martinismo através dos séculos. Como todo Martinista deve saber, não se julga um irmão pela riqueza ou pobreza do berço que o embalou e sim pela fraternidade que une dois seres que possuem gravados em seus íntimos a mesma iniciação e a mesma paternidade espiritual. (Este é o elo que nos une. Isso também deve servir para nós, Bem Amados Irmãos do Rito Escocês Retificado – RER N.W.).
O nome completo era Jacques de Livron Joachin de la Tour de la Casa Martinez de Pasqually. Nasceu em Grenoble, França, em 1727. Seu pai tinha uma patente maçônica emitida por Charles Stuart, Rei da Escócia, Irlanda e Inglaterra, fechada em 20 de maio de 1738, outorgando-lhe o cargo de Grande Mestre Delegado, com autoridade para levantar templos para a glória do Grande Arquiteto do Universo, e para transmitir a referida Carta Patente a seu filho maior. A patente e os poderes foram transmitidos depois de sua morte a seu filho que tinha 28 anos.
Martinez foi um grande homem que tentou durante toda a sua vida, infundir a espiritualidade à Maçonaria.
A doutrina base de Martines expressa no seu livro A Reintegração dos Seres é a seguinte:
Deus, a Unidade primordial, deu o livre arbítrio aos seres humanos "emanados" Dele, mas Lúcifer, que queria exercer a potência criativa em si, foi vítima desse ‘erro’ e arrastou consigo outros espíritos em sua queda, ficando trancado com eles em uma área destinada por Deus para ser sua prisão.
Em seguida, a Divindade criou o Homem Adão, corpo glorioso andrógino e dotado de imensos poderes, para manter os rebeldes e trabalhar no sentido de seu arrependimento.
Adão prevarica por sua vez e arrasta a matéria em sua queda , ele está agora bloqueado na matéria , tornou-se fisicamente mortal, e só tem como solução tentar salvar=espiritualizar a matéria e ele próprio.
Isso pode ser feito com a ajuda de Cristo, pela perfeição interior, mas sobretudo por operações teúrgicas que Martines ensina aos homens de desejo que que considera dignos de sua iniciação: com um ritual minucioso , essas operações permitiam ao discípulo de contatar com entidades angelicais que se manifestam na sala de operações sob a forma de "sinais" ou símbolos, geralmente luminosos, que representam personagens ou hieróglifos, sinais dos espíritos invocados pelo operador e que lhe mostram se está ou não no caminho certo para a Reintegração.
(Eu, Não concordo quando ele se refere a Lúcifer, o Senhor da Luz, O portador da Luz, como caído... Ora ele é Espírito e Pasqually é carne, encarnado. Não podemos esquecer que ele também era o primogênito do Senhor. O mais bem preparado... Mas isso é assunto para ser discutido em outra ocasião... N.W.).
Expressa em 3 pontos chave :
1) A queda é universal para todos não só para o homem.
2) O homem é o agente da reintegração de tudo caído.
3) O ser perverso, o mal será reintegrado pelo amor .
O estado de Cristo é um estado acessível a toda alma humana.
Cada um de nós pode se elevar a Cristo.
(Percebem quando me referi a Lucífer acima...n. w.)
Submetendo a nossa vontade á Dele nós entraremos como ele na união eterna de Deus.
Nos tornaremos um como Deus é um. (Obs.: Minha opinião Ele é muitos, e juntos é UM SÓ!!! N.w.)
É pela resignação consciente aos ‘males trazidos pelo destino‘ que o homem chega a este estagio, poderosamente ajudado, pelas operações magicas que permitem a assistência objetiva de um guia vindo do mundo espiritual .
Existem 2 partes na doutrina de Pascually , uma interior, especulativa espiritual onde se ligam as tradições antigas e outra exterior, prática operativa = teurgica, com base nas hierarquias de virtudes, de potencias ou escadas entre o homem e Deus.
Sua ação como Fundador de Ordens Iniciáticas

Assinatura de Pascually
Foi fundador de uma ordem não maçônica em 1761, mas composta exclusivamente por maçons, a "Ordem dos Cavaleiros Elus Cohen do Universo - Ordem dos Cavaleiros Maçons, Sacerdotes Eleitos do Universo". (Cohen quer dizer Sacerdote - do hebraico: Pastor) sendo as Operações práticas apenas acessíveis aos iniciados.
Graus da Ordem :
Graus Parvis - Aprendiz , Companheiro , Mestre = Maçonaria Azul.
Graus Porche - Aprendiz Cohen, Companheiro Cohen, Mestre Cohen = Maçonaria Negra
Graus do Templo - Mestre Elus-Cohen, Grande Mestre Arquiteto, Grande Eleito de Zorobabel = Maçonaria Vermelha.
Graus Reau Croix - Soberano do Santuário , Soberano Juiz, Grande Mestre Reau Croix.
A Classe do Parvis confere um ensinamento moral e sociológico.
A Classe do Porche confere um ensinamento teórico sobre a Cabala, a Gnose e a doutrina particular da Ordem.
A Classe do Templo confere um ensinamento prático sobre os deveres sacerdotais menores.
A Classe do Reaux Croix confere os supremos arcanos e a chave ativa desses arcanos nas 4 classes anteriores assim como os deveres sacerdotais superiores.
Seus Seguidores
Selo de Pascually
(Percebam bem cada detalhe desse símbolo?).
Foi Mestre de Louis-Claude de Saint-Martin et de Jean-Baptiste Willermoz.
Saint-Martin que foi secretário de Pascually substituindo o Abade Fournié, afastou-se do Mestre mais tarde por considerar as suas praticas teúrgicas cerimoniais como perigosas, chegou a perguntar ao Mestre se ‘é preciso tantos rituais para falar com Deus? ‘ e criou o movimento Martinista que segue uma via não-teurgica chamada via do coração ou Interior.
A atual corrente dita Martinista, se bem que reivindicando filiação a Pascually não tem qualquer relação com a sua doutrina basicamente teurgica.
O seu discípulo Willermoz a quem iniciou também se desviou após a sua morte da sua Teurgia base e derivou mais para concepções relacionadas com diversas maçonarias.
A troca de cartas entre Mestre e aluno revelam ao detalhe as instruções teúrgicas dadas a Willermoz para sua instrução e prática e diz-se que apenas 13 anos após a morte do Mestre o seu aluno conseguiu alguns dos resultados práticos de visualizações e contato celeste com a ‘Coisa’ que o seu Mestre realizava já no seu dia a dia.
Suas Práticas Teúrgicas
Os seus rituais têm 2 pontos chave :
1) Círculos mágicos, baseado na teoria da ‘figuração’ (como local ou domínio hiperfísico onde se desenrola a Operação), não como na teoria de ‘proteção’ da magia comum.
Representam ‘cápsulas’, espaços imaginais onde o Operador pode atuar ‘dentro de’ e ‘sobre o’. (Pode ser riscado mentalmente, com um instrumento, no ar, ou apenas com sua mão, definindo o que mágico e é seu e o que não está protegido por você n. w.).
Martinez começa as Operações com 1 quadrante a este (local das "aparições" onde se manifesta a Presença de Deus) ( Na minha opinião Guardiões, ou outros seres, precisaríamos ter contato para saber quais eram essas energias...) para a Operação e um circulo de ‘retiro’ a oeste separados de 2 pés.
Passados uns anos e em graus mais elevados, passa a existir um círculo ao centro, sem o círculo a oeste de retiro mas continua o quadrante operacional a este.
Esta mudança, significava que o caminho se fazia com o 1º método e que o Caminhante ao chegar a níveis mais elevados da sua Reintegração e de contato com Entidades Celestes tinha de mudar de ‘estratégia’ , ‘mentalidade’ pois quando se chega ao fim do caminho ou Castelo interior a atitude não pode ser a mesma que quando ainda se caminhava apenas para lá.
2) Luminárias ou velas de cera que representam não meros elementos decorativos mas essencialmente são ‘atrativos (no sentido de atrair, N. W.) e condensadores’ das Entidades invisíveis a invocar na Operação. Condensam a presença das Entidades invocadas, servem para as fixar no local de Operação. (Isso teria que ser feito todas as vezes que abrirmos uma Loja Maçônica... Imaginem a força de 200 Lojas abrindo na mesma hora com a energia dirigida para o bem? N. W.)... Mas fazer o que? Se acreditam que somos uma sigla política. Passamos a palavra ao ouvido de irmãos, mas isso deve ser coisa de retardado, certos são os profanos que dominaram a nossa Ordem), é bom sempre deixar claro que isso também é minha opinião, N. W.).
Ao acender ‘coagulam’ = condensam = atraem as Entidades, ao estar acesas dissociam =‘solvem’ = emitem ondas luminosas que o Teurgo visualiza e que são manifestadas pelas Entidades invocadas. (Não podemos nos esquecer que fisicamente também é possível medir essa energia, e quando os malhetes batem também existe ali uma vibração, uma cor... E dependendo qual forma e quantidade de batidas você conecta-se com outras entidades... N. W. nota Wagner)
Nas suas instruções a Willermoz ele explica todo o ritual teúrgico a seguir pelos alunos desde a restrição na alimentação, a importância das velas (fundamental para ele), a roupa a usar, as prosternações a fazer e como, o que dizer, acentuando o Miserei Me de pé ao centro virado a nascente e o De Profundis de joelho e cara no chão.
Durante a Operação o Operador vai anotar imagens luminosas, ‘passes’ que lhe surjam e procurar o que significam em relação àquilo que pediu ou invocou, para isso existia uma tabela de equivalências simbólicas sobre os inúmeros tipos de ‘passes’ , imagens e hieróglifos que podiam surgir.
As técnicas dos Elus-Cohen de Martinez de Pasqually comportam três elementos distintos:
a) Dos Exorcismos, destinadas a jugular a ação demoníaca do seio do Cosmo, e a entravar sua ação sobre os homens, a romper seu poder sobre o Operador e seus discípulos, a obter o fim ou a limitação de certos flagelos, a aniquilar as Operações de Magia Negra; (Também não gosto de pintar magia. N.W., existem os que fazem o bem e os que fazem o mal, natural da criatura criada pelo Deus, natural dos seres humanos e dos animais também).
b) Das Conjurações, destinadas a estabelecer um contato com o Mundo Angélico e com a Comunhão dos Santos. Nestes últimos, o Operador escolhe "patronos" particulares, e no Mundo Angélico, Guardiães e Guias. Conforme suas Ordenações sucessivas, o Cohen toma pouco a pouco contato com as Hierarquias cada vez mais elevadas.
O primeiro sendo o dos apelos, para usar de um exemplo utilizado pelo próprio Pascually, destinados a permitir ascender a Seres crescentemente mais elevados.
c) Das Preces, dirigidas a Deus, as três Pessoas da Santíssima Trindade, destinadas a obter Sua Graça e Sua Misericórdia, visando a Reintegração.
Elas são integradas nos rituais conjuratórios, que precedem, as quais são destinadas a canalizá-las e ampliá-las.
O conjunto constitui o que Pascually nomeava o "culto", sendo, portanto, uma liturgia.
As Operações do Martinezismo são paralelas às cerimonias religiosas da Igreja por possuírem os mesmos objetivos.
O conjunto deste "culto" compreende dez tipos de Operações:
1) Culto de Expiação: O Homem manifesta seu arrependimento, tanto de suas próprias faltas, quanto da Queda do Protótipo inicial, o Adão Primordial, córrego do coro das Almas Preexistentes. Derivando uma ascese e um ritual penitencial. (Sephira: Malkut) ..
2) Culto da Graça Particular geral: Operações destinadas a substituir o conjunto da Humanidade terrestre do momento, e fazê-la participar dos frutos da Operação individual. (Sephira: Yesod).
3) Culto de Operação contra os Demônios: Em torno da degradação inicial, no princípio dos tempos, estes tendem a manter e agravar seu jugo sobre a Humanidade total. Pelos Exorcismos (as célebres Operações de equinócio), o Cohen os combate e os lança fora da aura terrestre. (Sephira: Hod).
4) Culto de Prevaricação e de Conservação: Continuação do precedente. Esta Operação consiste em combater e punir os seguidores da magia (do mal), da feitiçaria, e, sobretudo, castigar os Espíritos Decaídos que são seus colaboradores. (Sephira: Netzah). (Feitiçaria também se faz para o bem... Curas e tantos outros procedimentos mentais, através de orações, preces e cantigas... N.W.).
5) Culto contra a Guerra: O homicídio é o maior dos crimes, o homicídio coletivo é evidentemente o mais grave. O Cohen luta contra as Potências da Raiva entre as Nações e tenta detonar sua ação. Em caso de impossibilidade, utiliza os recursos de sua Teurgia na defesa da parte injustamente agredida, ou na qual representa indiscutivelmente o direito moral superior, fora de qualquer interesse político ou material. (Sephira: Tiphereth).
6) Culto de Oposição aos Inimigos da Lei Divina: Operação teurgica objetivando lutar contra as ações humanas difusoras do ateísmo, satanismo, luciferíssimo, sob a forma igualmente humana. (livros, revistas, propaganda, seitas, etc...). (Sephira: Geburah). (Esse culto em relação as ações contrárias ao Ateísmo etc, sou totalmente contrário... É realmente ignorante quem pensa dessa forma, ou não conhece profundamente a Magia, a vivbração, a mentalização e outras tantas formas de Magia... N.W.).
7) Culto para obter a descida do Espírito-Santo: Operação visando a infusão do Espírito-Santo e de seus Dons. É mais especificamente a "Via Interior", estudada nestas páginas, a Alquimia Espiritual. (Sephira: Hesed).
8) Culto de fortalecimento da Fé e da Perseverança na Virtude Espiritual divina: Operação visando a compreensão dos Mistérios Divinos, compreensão permitindo ao Emule de afirmar sua fé de maneira absoluta e definitiva. (Sephira: Binah).
9) Culto para a fixação do Espírito Conciliador Divino em Si: É a recepção total do Espírito-Santo, a descida "das línguas de fogo do Pentecostes", a iluminação final, com os privilégios que ela comporta. Podemos lhe aplicar as palavras do sacramentário católico romano, na sagração de bispo: "Dai-lhe, Senhor, de ser o artesão da Reconciliação, em palavras e obras, pela potência dos Signos e dos prodígios...". ( Sephira : Hocmah)
10) Culto de Consagração anual de todas as Operações ao Criador: Esta parte compreende o conjunto das consagrações, benções, etc... Pelas quais o Operador tenta sacralizar o conjunto das ações humanas suscetíveis de ser consagrados. (Ou Sagrados N.W.).
Em virtude do princípio mesmo da Reintegração Universal, todo ato deve ser inserido em um quadro visando precisamente este objetivo.
Daí a benção dos frutos da terra, das colheitas, dos animais domésticos, dos ritos religiosos ou iniciáticos, a constituição dos sacramentários, etc...
A Teurgia de Pascually não era exorcista mas evocacionista, sem outro interesse senão a comunicação com as Entidades Divinas mais elevadas para a Reintegração do Homem e do Cosmos.
O objetivo das Operações do culto é permitir ao homem fazer duas coisas:
a) para o homem Individual reintegrar o Homem Arquétipo;
Para isso se recomenda um regime material (purificação da Aura material humana por meio da abstinência de certos elementos nutricionais que são demasiado grosseiros ou animais), e um regime moral (purificação da Aura espiritual humana através da rejeição de deficiências morais e éticas e como tal para o desaparecimento de hábitos nocivos, etc.)
b) para o Homem Arquétipo (uma vez restaurado) recuperar o reino do qual as Entidades caídas o tinha tirado (fazendo-o cair por culpa própria), e retomar a posse de sua primeira "natureza gloriosa".
Para isto se convoca uma batalha, uma luta muito real contra as Entidades maléficas rivais, por meio de operações teúrgicas com apoio das Entidades Celestes.
A precisão da cerimônia teurgica não é suficiente por si só e requer uma conduta correta da vida, precisamos de uma preparação espiritual feita pela oração, retiro, jejum e meditação.
A Ordem dos Elus Cohen tem como objectivo essencial práticas cerimoniais pela aplicação de técnicas teúrgicas e a meta da Reintegração das almas.
Práticas teúrgicas são divididas em três partes:
a) Concentração individual permanente, com rituais operativos periódicos, meditações com base em orações integradas e dinamizadas num quadro teúrgico e operativo.
Orações a Deus e destinadas a obter a Sua Graça e Misericórdia com vista á Reintegração Divina.
b) Exorcismos individuais, destinados a reduzir a ação das forças “demoníacas” no cosmos, para impedir sua ação sobre os Homens, para quebrar o seu poder sobre o teurgo, para obter o fim ou a limitação de certos males, para destruir as operações de magia “maligna”, e que visa a purificação da Aura terrestre e da humanidade, a luta contra os flagelos que assolam a humanidade: materialismo, epidemias, as guerras, etc.
c) Ações teúrgicas de Alta Magia, incluindo as conjurações destinadas a estabelecer contato com o mundo Angelical e Arcanjos Celestes.
Então, á medida da sua evolução teúrgicas, o teurgo gradualmente toma contato com Espíritos Celestiais cada vez mais elevados sendo esse o caminho a percorrer. (Quando se fala em Espíritos Celestiais, precisamos verificar qual é a energia disso quando ocorre, pode se energia pura, ou seres de um outro planeta, dimensão etc... N.W.).
É necessário ter as qualidades seguintes para praticar a Teurgia :
1°) Viver sobriamente sem para isso se estar a privar das coisas necessárias para a vida e a saúde.
2°) Ter uma conduta ética e moral e costumes humildes, sem recusar os prazeres lícitos, ou seja, que suavizam o corpo e o espírito. (Ser Feliz! Esse estado de espírito é hiper importante N.W.).
3°) É necessário vencer as paixões absolutamente e corrigir os defeitos e vícios, e procurar a Deus em todas as ações diárias; ter sempre a ideia de Deus no pensamento.
Por este meio estamos continuamente com Deus e Deus conosco.
Eis em poucas palavras o grande segredo dos Sábios revelado.
Os defeitos, as paixões, são obstáculos absolutamente contrários à aquisição da Sabedoria, pelos quais se distingue o erro da verdade.
Com a morte de Pascually perdeu-se a sua escola na sua face ‘visível’, ficou o seu ensinamento usado parcialmente aqui e ali por diversos grupos que a ele se pretendem reivindicar principalmente o Rito Maçônico Escocês Retificado –RER e diversos grupos Martinista. (Acreditamos que existem de várias outras formas, essas escolas, não são desse ou daquele individuo, isso é muito mais antigo do que se imagina... É hoje comumente é recebido através de canalização de várias outras vias e meios. Temos que ter muito cuidado ao dizer que isso pertence a esse ou aquele Espírito que tenha passado por aqui... A Exemplo da Igreja Gnóstica; da Ordens Herméticas; Robert Ambelaim, também manteve e divulgou alguns desses ensinamentos e não podemos deixar de citar que ele era Martinista e depois da segunda guerra foi quem colocou alguns desses rituais para circular novamente... A base dos ensinamentos em todas as Ordens incluem Misticismo Cristão, Teosofia, Kabbalah, Hermetismo, e outros assuntos esotéricos semelhantes. A filosofia Martinista está inspirada no teosofismo clássico e nos trabalhos de Jacob Boehme, Swedenborg, além é claro em Martinez de Pasqually, Jean-Baptiste Willermoz e Louis-Claude de Saint Martin. E poderia citar muito mais como Eliphas Levi, Papus, Arthur Edward Waite, Eliphas Levi, Margaret Peeke, Henri Delaage, Maria Desraimes e Gearges Martin, Helena Petrovna Blavatsky, Coronel Olcott, Annie Besant, James Ingall Wedgwood, Charles Webster Leadbeater e outros, e muitos Rosa cruzes e Maçons da Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França, e E.U.A..
Vou deixar claro que muitos desses emprestaram seus corpos, outros não, hoje acredito muito nisso, posso ser um canal, mas o meu corpo também é sacro.
Tenho um trabalho a respeito de Melquizedeque e gostaria muito que todos vocês lessem, pela importância desse Espírito ou Avatar e todo seu ensinamento, suas Ordem... É muito importante conhecer um pouco mais a respeito dos Mistérios de algumas Ordens, pois muitos julgam ser dessa ou daquela pessoa e isso não é verdade... Sempre bebem de um mesma fonte, por isso são demasiadamente parecidas. Tenho absoluta certeza que os Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa – CBCS, são muito mais antigos que a Ordem, pesquisas nos mostram a existência dessa Ordem muito tempo antes da data anunciada...
Para mim não existe outro caminho além do Homem-Espírito. Uma época onde a espiritualidade vai ter um papel fundamental, no meio de tantas desgraças, de tantas maldades dessa troca de valores...
Bibliografia:
Várias fontes de pesquisa

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O DEUS DE SPINOZA



Estas palavras são de Baruc Spinoza, filósofo que viveu em pleno séc. XVII. Este texto foi chamado de "Deus segundo Spinoza" ou "Deus falando com você"
"Para de ficar rezando e batendo no peito. O que eu quero que faças é que saias pelo mundo, desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Para de ir a estes templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nas praias. Aí é onde eu vivo e expresso o meu amor por ti.
Para de me culpar pela tua vida miserável; eu nunca te disse que eras um pecador.
Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar dos teus amigos, nos olhos de teu filhinho... não me encontrarás em nenhum livro...
Para de tanto ter medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem me incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te castigar por seres como és, se sou Eu quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos os meus filhos que não se comportam bem pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita o teu próximo e não faças aos outros o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida; que teu estado de alerta seja o teu guia. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Para de crer em mim... crer é supor, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho de mar.
Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, da tua saúde, das tuas relações, do mundo. Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. Não me procures fora! Não me acharás.
Procura-me dentro... aí é que estou, dentro de ti."

sexta-feira, 25 de abril de 2014

MISTICISMO NA MAÇONARIA



Ir .´. Fabiano Camargo Gonçalves

Meus IIr .´., escrever sobre o misticismo maçônico realmente não é uma tarefa fácil depois então de solicitar ajuda para alguns IIr.´. e pesquisar em alguns livros por indicações.
Misticamente sobre a maçonaria tem se muito a dizer. Podemos, em alguns casos, reunir alguns elementos como misticismo, esoterismo, alquimia, cabala, astrologia e numerologia, que de alguma forma se correlacionam com a maçonaria.
As influências místicas sobre a escalada iniciática da maçonaria, de maneira geral, vêem das antigas civilizações e dos agrupamentos medievais. Entre as antigas civilizações, encontra-se a da Grécia Arcaica, com os chamados Mistérios de Eleusis (representada com espigas de trigo nos braços) e o Pitagorismo.
A iniciação maçônica, como, geralmente, ocorre na maioria das ordens iniciáticas, desde a antiguidade, representa a morte física do iniciado e o seu renascimento em um plano superior. Assim no Grau de Companheiro Maçom, que o símbolo é uma espiga de trigo, que, além de representar fartura, conseqüência do trabalho, simboliza, também, a renovação sempre constante da vida (morte e ressurreição)
A Estrela de Cinco Pontas citada por mim em meu trabalho de Companheiro Maçom “Letra G”, ou Estrela Pentagonal, ou Pentagrama, ou Estrela Hominal é um dos diversos símbolos da magia e sempre surge nos ritos de varias correntes místicas, tanto as dedicadas à magia branca (Teurgia), quanto à magia negra (Goecia).
Para todos os ocultistas, todos os mistérios da magia e da alquimia mística, todos os símbolos da gnose e todas as chaves cabalísticas da profecia resumem-se no Pentagrama.
Quem deu, ao Pentagrama o nome de Estrela Flamejante, foi o teólogo, alquimista e medico Enrique Cornélio Agrippa de Neteshein, natural de Kholn (Colônia), onde nasceu no final do séc. XV, o qual era dedicado a magia, alquimia e a filosofia cabalística.
O significado da Letra G, que é inscrita no centro da estrela pentagonal tem sido para os maçons, objeto de ampla especulação e de teoria mística absolutamente arredada da realidade, descrito também no trabalho sobre a Letra G.
Assim deve entender, também, o Companheiro Maçom, sabendo, entretanto, que a alquimia mística pode ser aceite, também, como a transmutação espiritual põem que deve passar todo iniciado, mas não como a fantasia engendrada por alguns alquimistas místicos e considerada segredo para melhor poder negociada.
A Cabala, ou, mais propriamente Cabalá, significa tradição e é a essência do misticismo hebraico. Como doutrina mística e metafísica, e muito antiga, conforme encontra - se no Torá. O traço da filosofia transcendental, que evoluiria, através dos tempos, vem sofrendo, constantemente, influencias de outras culturas.
Os temas místicos do judaísmo e fonte do pensamento cabalístico são:
O Apocalipse, a visão de Merkabá, a Halaká, a Hagadá, e as Alegorias.
O Sepher ha Zoar (livro do esplendor) é o principal texto cabalístico, o Zoar é, na realidade, um romance místico - filosófico, desenrolado na Terra Santa, que é, vista como um belo e tranqüilo campo semeado de figueiras, vinhas e pés de romã, muito propicio para à meditação, ao recolhimento e a elevação espiritual., em suma o Zoar mostra o infinito incognoscível de Deus.
Embora a astrologia seja muito antiga, remontada á época dos sumerianos, (Sul da Mesopotâmia) a partir do V Milênio A.C., foi somente na idade media que ela cresceu de importância. O primeiro livro astrológico escrito por Claudius Ptolomeu (Séc II era atual), em Alexandria, houve depois da morte de Ptolomeu uma grande queda.
Nessa época obscura de grande queda surgiram os árabes conquistadores, motivados pela força de sua religião o Islã, habilidosos nos terrenos da medicina, da alquimia e da astronomia, desenvolveram extensos estudos astronômicos, que mostraram acentuada orientação astrológica Abu Maachar ou Abumansur, foi o maior astrólogo árabe.
Falar de astrologia e não falar de sua física universal seria uma falta muito grave. O zodíaco ou zodiacum ou as constelações celestes com seus determinados signos zodiacais ocupam um segmento de 30 graus do circulo completo, que tem 360 graus.
O zodíaco divide-se dessa maneira, em doze constelações, que são percorridas pelo sol uma vez por ano: Áries (ou Carneiro), Touro, Gêmeos, Câncer (ou Caranguejo), Leão, Virgem, Libra (ou Balança), Escorpião, Sagitário (ou Arqueiro), Capricórnio e Peixes.
Com a numerologia dos hebreus que consideravam certos números como sagrados e outros nefastos. Para os números fundamentais existem grandes cargas de atributos místicos.
Zero – é o símbolo da eternidade ou símbolo da morte, representado pelo circulo, simboliza o infinito, o universo, o todo.
Um - símbolo de Deus, número sagrado, inicio ativo, o pai dos números, simboliza o sol, que foi o primeiro dos deuses da humanidade.
Dois – número nefasto representa a dualidade, o ser e o não ser, representa também a dualidade positiva – negativa de tudo que existe.
Três – representado graficamente pelo triangulo, é o símbolo de síntese espiritual e a formula para a criação de cada ser humano, numero perfeito de grande significado místico um numero sagrado.
Quatro – representa o cubo ou quadrado perfeito, um numero cósmico, já que quatro são os elementos tradicionais – ar, água, terra e fogo.
Cinco – o numero do homem, cuja a representação mística e gráfica é a estrela de cinco pontas, a estrela hominal, já que se refere aos cinco aspectos do ser humano – físico, emocional, mental, anímico e consciente, a idéia central que o cerca é a do quinto elemento que seria a quintessência dos alquimistas.
Seis – o numero do equilíbrio, da união entre espírito e matéria, é representado misticamente por dois triângulos eqüiláteros – o positivo, do fogo e o negativo, da água, os quais formam a estrela de seis pontas ou a conhecida estrela de David.
Sete – e um numero sagrado para todos os povos da antiguidade, que lhe atribuíram grande valor astrológico, místico e mágico, pois sete são as notas musicais, sete as cores do arco íris e a expressão “sete vezes sete”, etc.
Oito – é o símbolo do logos, ou poder criativo universal, graças a sua forma, representa o perene movimento em espiral dos céus, e também simboliza o equilíbrio dinâmico entre as duas forças opostas (masculino e feminino)
Nove – encerra a serie numérica, antes do retorno da unidade, e o numero simbólico da humanidade, nove meses levam o homem a nascer, é o numero do adão.
No Grau de Companheiro há dois números que ligam especificadamente o grau.
Dois – é o numero místico do Grau de Companheiro Maçom, onde interessa a dualidade do ser e do não ser, a dualidade em posição ao monismo que se aplica a todo sistema filosófico.
Cinco – representa pela estrela hominal ou pentagonal dos pitagóricos, e simbolizando os cinco aspectos do ser humano, é numero ligado, fisicamente ao grau de companheiro maçom, cinco passos, cinco toques, cinco luzes, idade simbólica, embora que possamos notar uma certa influencia da numerologia pitagórica, a que prevalece é a hebraica.
Conclusão
O misticismo nada tem de "misterioso". Tudo, absolutamente tudo é natural. O sobrenatural existe? Nada pode estar sobre a natureza!
O que se posso abordar em meu trabalho são as antigas ciências ocultas, dando os significados esotéricos como nas iniciações e suas correlações com a natureza.
Sem dúvida é um tema abrangente e como tal com minhas palavras tentei responder em minha peça e arquitetura. Ninguém, absolutamente ninguém poderá me ajudar, pois coube a eu desenvolver e explicar o misticismo, ou seja, é um tema muito particular. A única via é a da pesquisa, coisa que, feita por mim tem um sentido e para outra pessoa tem outra explanação. 
Esta é a gnoses cárdia, o conhecimento verdadeiro, aquele que brota espontaneamente.
Não existe na maçonaria um misticismo como se abrange, por exemplo, na Rosa Cruz e no Ilusionismo.


terça-feira, 22 de abril de 2014

O NONO LANDMARK


Os Maçons só devem admitir nas suas lojas homens maiores de idade, de perfeita reputação, gente de honra, leais e discretos, dignos em todos os níveis de serem bons irmãos e aptos a reconhecer os limites do domínio do homem e o infinito poder do Eterno.

Este nono Landmark define, com precisão evidente, as características de quem está em condições de ser admitido maçon.
Tal só pode ocorrer relativamente a homens - o que exclui a admissão, na Maçonaria Regular, de mulheres e a existência de Lojas mistas; conferir, a este respeito, o comentário que elaborei a propósito do terceiro Landmark.
Esses homens têm de ser maiores de idade, isto é, adultos. A maioridade afere-se, desde logo, pela lei civil que vigora no país onde funciona a Loja. Mas o preceito, correctamente interpretado, exige mais: exige a maioridade de pensamento, isto é, a maturidade necessária para compreender o que implica ser maçon e a capacidade e vontade de palmilhar o caminho do aperfeiçoamento.

Têm ainda tais homens de ser de perfeita reputação. Não basta ser sério e honesto, impõe-se que seja tido e reputado como tal no seu ambiente social. O maçon, por o ser, deve impor-se à consideração geral. Dificilmente o consegue quem não tiver angariado por si e suas acções tal reputação. Não seria a aquisição da qualidade de maçon que melhoraria a sua reputação. Pelo contrário, seria a mácula na sua reputação que mancharia a Maçonaria.

Tem de ser gente de honra, ou seja, que dá valor à sua palavra e a cumpre, que sabe o valor, a importância e a responsabilidade da sua honra e age em conformidade.

Devem os maçons ser leais, condição essencial para integrarem uma Fraternidade em que todos em si vão confiar.

Devem ser discretos, porque o é a Maçonaria. Note-se: não secreta, mas discreta! No sentido em que preserva a intimidade e a identidade dos seus membros e da sua actividade. No sentido de que não alardeia nem publicita o que faz, a quem ajuda, o que contribui, seguindo o preceito de que, no vero homem de bem, nem sequer a mão esquerda tem de saber o que deu a mão direita.

Têm de ser dignos de serem bons irmãos, porque só assim podem integrar a Fraternidade Maçónica.

Têm de ter a capacidade de reconhecer os limites do homem, porque só assim podem reconhecer o seu papel no Universo e procurar aproximar-se o mais possível desses limites, sem a pretensão de serem mais do que são: humanos.

Finalmente, têm de ter a capacidade de reconhecer o infinito poder do Eterno, isto é, de serem crentes num Criador Todo Poderoso.

Quem acusa a Maçonaria de ser uma elite... tem razão! Poucos estão ainda em condições de ser admitidos maçons, efectivamente! Mas um dos objectivos do trabalho maçónico é a construção do Templo Colectivo, isto é, o aperfeiçoamento geral da sociedade, através da intervenção e do exemplo dos maçons. Esperamos que cada vez mais estejam em condições de vir a ser admitidos maçons!

Rui Bandeira
Fonte: Apartirpedra.blogspot.com.br

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

REFERÊNCIAS CRUZADAS




Pelo Frater Mário Sales

Foi lendo a Doutrina Secreta com Ir.: Flavio que me ficou mais claro a dualidade que marca a vida dos esoteristas.
Sim, dos esoteristas, não dos místicos, pois são categorias de seres humanos absolutamente diferentes.
Místicos são seres que buscam a dimensão divina através de experiências pessoais e incompartilháveis, solitárias, cujo única finalidade é a beatitude pessoal e a bem aventurança, o estado de Graça, enfim.
Já esoteristas são os intelectuais do misticismo. Muitas vezes, muito bons escritores, mas apenas isto. Não são necessariamente grandes místicos ( seres da prática) mas sim pensadores (seres da teoria).
Místicos não precisam de confirmação para suas constatações pois estas ocorrem no seu próprio organismo. Suas experiências, como o nome bem diz, são fenômenos dos quais participam diretamente, sobre os quais não lêem relatos, mas que fazem parte de seu cotidiano, em suas mentes e corpos.
Já o esoterista anseia por uma experiência desta natureza e muitas das vêzes submete-se a experimentos de seriedade discutível para chegar a usufruir de tais sensações chamadas incomuns. É notório o caso de John Dee, talvez uma das mais fortes influências teóricas para Sir Francis Bacon, chanceler inglês e Imperator da Ordem Rosacruz para o século XVI. Dee, homem sábio e pesquisador sincero do hermetismo, deixou-se seduzir por um charlatão chamado Edward Kelley, que além de ajudar a destruir sua carreira científica causou-lhe com seus engodos grande sofrimento pessoal e afetivo, destruindo o relacionamento de Dee com sua esposa.
Esta aparente falta de discernimento em homens de grande conhecimento esotérico apenas confirma o fato de que teóricos são apenas isto, enunciadores de conceitos e não mestres da prática mística.
Grandes místicos jamais escreveram coisa alguma. Foram seus discípulos que se preocuparam em redigir com um senso de urgência, algum texto que preservasse para as gerações vindouras os pensamentos destes homens.
Exatamente por isso, místicos não precisam de comprovação para suas afirmações e conceitos. Eles vivem estes conceitos, eles são aquilo que dizem e não existe conflito entre o que fazem e o que pregam. Já esoteristas tentam fortalecer seus argumentos e afirmações com outros argumentos e outras afirmações e , vez por outra, envolvem em suas argumentações grupos que nada ou quase nada tem a ver com sua linha de pensamento, leia-se aqui cientistas e vez por outra a própria prática científica.
É por isso que Blavatsky fala tanto da "inevitável" comprovação científica de suas afirmações, senão naquela época, em um futuro próximo. Ou Eliphas Levy, Stanislas de Guaita e Papus, que sendo médico, sempre ambicionou uma ponte entre ambas as linhas de pensamento, a mágica e a ciência positivista.
Tudo se resume aos dons. O Dom da Profecia, seja através ou não do sonho, da Leitura de Mentes, o Dom da Telecinese , da Projeção Espiritual, e o mais importante dos Dons, o Dom da Cura.
Alguns místicos, por estarem muito próximos de fundirem-se com o poder divino, arrastam para si gotas do Oceano de Luz e manifestam poderes extraordinários, mas seu objetivo primordial não é este. Dons ou Sidhis, como chamamos em hinduísmo, são efeitos colaterais do desenvolvimento espiritual, não devem ser o foco, o objetivo primordial. A maioria dos esoteristas, no entanto, são dominados pelo fascínio com os dons, que, a rigor, distraem o homem de algo mais importante, a busca do Divino.
Portanto esoteristas não são, necessariamente, místicos.
Misticismo, nas palavras de Sóror Diva Ogeda, toma-se na veia. Esoterismo, entretanto, pode ser um intenso exercício intelectual, externo ao espírito, e por isso flerta com as coisas da matéria,inclusive a ciência ortodoxa, o saber que trabalha não com a essência, o númeno, mas com as manifestações exteriores desta essência, o fenômeno.
Há apenas um lugar aonde o númeno se funde com o fenômeno: o próprio homem, o centro da criação, pelo menos no entender da própria vaidade humana.
Quando um saber recorre a outro pode ser por necessidade conceitual legítima, mas às vezes, é por mera admissão de falta de substância e fundamentação.
Essas referências cruzadas precisam deixar de ser apenas uma boia de salvação para pensadores pouco rigorosos e que não conseguem permanecer dentro de suas próprias áreas de interesse. Elas podem e devem ser diálogos entre campos, mantidas as definições que sustentam cada um, frequentemente desrespeitadas e gerando uma salada de explicações mal definidas que não colaboram com o esclarecimento daqueles que as lêem.
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