quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SÃO JUDAS TADEU

História de São Judas Tadeu, nosso Padroeiro
São Judas Tadeu, primo-irmão de Jesus, era filho de Alfeu, também chamado Cléofas, irmão de São José, e de Maria. Seu pai foi um dos discípulos a quem Jesus apareceu, no entardecer do dia da ressurreição, quando iam para a aldeia de Emaús e sua mãe era uma das mulheres que estavam juntamente com Maria Santíssima, aos pés da cruz de Jesus.
Seu irmão também foi chamado por Jesus para ser apóstolo: Tiago Menor.
Dois de seus sobrinhos igualmente faziam parte do grupo apostólico: TiagoMaior e João Evangelista, ambos filhos de sua única irmã, Maria Salomé.
Há um episódio do Evangelho de São João (14,22) em que Jesus estava confidenciando aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia uma especial manifestação de si próprio, quando Judas Tadeu não se conteve e perguntou: "Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo"? Jesus lhe respondeu, afirmando que teriam a manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permanecessem fiéis em seu amor.
Sem dúvida nenhuma, São Judas Tadeu demontra nesse fato, sua generosa compaixão por toda a humanidade, querendo que todos se salvem.
É desse amor demonstrado por todos que provém o fato de ele ser tão querido pelo povo. Há notícias de que por muitos lugares ele passou, pregando o Evangelho.
No ano 50 participou do primeiro concílio em Jerusalém. Sua pregaçào tinha muita força, pois era sempre acompanhada do testemunho de sua vida. Ele acreditava e vivia o que pregava. Sua coerência de fé e de vida impressionaram vividamente os pagãos que se convertiam em massa ao Evangelho, por meio dele.
Isso provocou a fúria invejosa de falsos pregadores, de feiticeiros e de ministros pagãos. De tal modo que eles conseguiram incitar parte da população contra São Judas Tadeu que foi trucidado a golpes de machado, no dia 28 de outubro do ano 70.
Assim, São Judas Tadeu se tornou mártir. Quer dizer: mostrou sua adesão total a Jesus, testemunhando sua fé com a doação da própria vida, derramando seu sangue pelo Cristo.
São Judas Tadeu escreveu uma carta colocada no catálogo dos livros inspirados. Ao que parece, essa carta foi dirigida aos judeus cristãos da Palestina, pouco depois da destruição da cidade de Jerusalém, quando a maioria dos apóstolos já havia falecido.
Aconselhamos que todos os devotos de São Judas Tadeu procurem ler, na Bíblia, no Novo Testamento, a Epístola (carta) desse tão querido Santo.
Nela poderão encontrar muitas palavras de conforto escritas sob a inspiração do espírito Santo, muito úteis para a vida dos Cristãos.

A Devoção a São Judas Tadeu
A devoção a São JUDAS TADEU é hoje verdadeiramente impressionante em toda parte. Há um grande fervor e um entusiasmo sempre crescente pelo Santo Apóstolo de CRISTO. O povo o invoca, sente a proteção valiosa do Grande Taumaturgo. São JUDAS, cujo nome lembrava sempre o do traidor Judas Iscariotes, foi bem esquecido em alguns séculos. Hoje se revigora admiravelmente a devoção ao Grande Apóstolo de CRISTO. Há uma grande ânsia de conhecimento dos fiéis em torno a vida e prodígios do Santo.
Os Santos Apóstolos que viveram na intimidade com Nosso Senhor JESUS CRISTO merecem nossa devoção especial, pois pregaram por toda a parte o Santo Evangelho (Mc 16, 20), congregaram a Igreja Universal, que o SENHOR fundou sobre eles e edificou sobre o bem-aventurado Pedro, seu príncipe, sendo a Pedra Angular o próprio CRISTO JESUS.
A Santa Igreja os celebra em sua liturgia com toda a solenidade do seu Rito. São JUDAS TADEU, além de Apóstolo de CRISTO, pertenceu à Família Santa e privilegiada que deu ao mundo o Salvador. Mais um motivo para nossa devoção, de que deve ter ele grande poder junto de DEUS no Céu, para nos socorrer.
Hoje, como que desejando mesmo dar ao Nosso Senhor JESUS CRISTO uma REPARAÇAO da traição de JUDAS Iscariotes, a Cristandade lembra o nome de São JUDAS, discípulo querido e fiel de JESUS, parente consangüíneo do Redentor, e o fidelíssimo Apóstolo que tanto fez e padeceu por JESUS CRISTO e amou tanto neste mundo.
São JUDAS é o nome com que invocamos o Apóstolo que se chama também TADEU ou LEBEU. Na verdade, a etimologia do nome segundo os intérpretes significa o que realmente é o grande Santo: MISERICORDIOSO, BENIGNO, BONDOSO e DESTEMIDO em confessar e morrer pelo nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO.
O Evangelho segundo São Mateus o chama simplesmente TADEU e o coloca no décimo lugar entre os doze Apóstolos: "Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu írmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e TADEU ; Simão, o zelota, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu" (Mt 10, 2-3).
O Evangelho segundo São Marcos também o chama com o nome de TADEU e o coloca no décimo lugar: "Ele constituiu, país, as Doze, e impôs a Simão a nome de Pedra; a Tiago, o filho de Zebedeu, e a João, o irmão de Tiago, impôs o nome de Boanerges, isto é, filhos do trovão, depois André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, o filho de Alfeu, TADEU, Simão o zelota, e Judas Iscaríotes, aquele que o traiu" (Mc 3, 16-18).
O Evangelho segunda São Lucas o chama JUDAS e o coloca no DÉCIMO PRIMEIRO LUGAR: "Depois que amanheceu, chamou os discípulos e dentre e escolheu DOZE, aos quais deu a nome de APÓSTOLOS: Simão, a quem impôs a nome de Pedro, seu irmão André, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamada Zelota, JUDAS, FILHO DE TIAGO, e Judas Iscaríotes, que se tornou um traidor" (Lc 6, 13-16).
Onde a expressão: "JUDAS, FILHO DE TIAGO", poderia significar também "irmão de Tiago".
Os Atos dos Apóstolos o chama também com o nome, de JUDAS e o coloca em último lugar, no DECIMO PRIMEIRO porque não nomeiam Judas Iscariotes, o traidor: "Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, a zelota; e JUDAS FILHO DE TIAGO"(At 1, 13).
A lista dos DOZE APÓSTOLOS chegou até nós sob estas quatro formas diferentes que acabamos de ver. Notemos que divide-se sempre em três grupos de quatro nomes, sendo o primeiro de cada lista sempre o mesmo em todas elas: PEDRO, FILIPE e TIAGO, filho de Alfeu. A ordem pode variar no interior de cada grupo. Assim, o primeiro grupo, o dos discípulos mais ligados a JESUS, os Evangelistas Mateus e Lucas colocam juntos os irmãos Pedro e André e os irmãos Tiago e João, enquanto os evangelistas Marcos e Lucas (nos Atos dos Apóstolos) colocam André no quarto lugar, para dar lugar aos dois filhos de Zebedeu que, juntamente com Pedro, se tornaram os três íntimos do SENHOR (cf. Mc 5, 37).
Ainda mais tarde, já nos Atos dos Apóstolos, Tiago, filho de Zebedeu, cedera o seu lugar ao seu irmão mais moço, João, que se tornou mais importante. No segundo grupo, que parece ter sido o dos que tinham afinidade especial com os não-judeus, Mateus ocupa o último lugar nas listas de Mateus e dos Atos dos Apóstolos; e só em Mateus é chamado "o publicano". Quanto ao terceiro grupo, o mais judaizante, TADEU (variante LEBEU), de Mateus e de Marcos - se é que é o mesmo que JUDAS (FILHO) DE TIAGO, de Lucas em seu Evangelho e nos Atos dos Apóstolos - passa, nesses últimos, do segundo para o terceiro lugar. Simão, o Zelota, de Lc e At, não é senão a tradução grega do aramaico, Simão "QAN'ANA" de Mt e Mc. Judas Iscariotes, o traidor, figura sempre em último lugar. O seu nome é interpretado freqüentemente como "homem de Cariot" (cf. Js 15, 25), mas poderia também ser um derivado do aramaico "SHEQARYA": "o mentiroso, o hipócrita".
No texto grego São JUDAS é chamado LEBEU que segundo Cornélio A. Lapide significa: "LEB" - CORDATO, BONDOSO, OU CORAJOSO. TADEU porém, vem da palavra siríaca "THAD" que significa "MAMMAN" (latim = mamma, ae = mama, teta), que quer dizer: MISERICORDIOSO, BENIGNO.
O nome de São JUDAS, como vimos, foi muitas vezes substituído pelo de TADEU, por causa do nome de Judas Iscariotes, o traidor. Os próprios Evangelistas como São João, ao se referirem a São JUDAS TADEU, Apóstolo, diziam: JUDAS, não o Iscariotes ou o traidor. Ora, o nome de Iscariotes ficou para sempre odiado.

Dia de São Judas Tadeu
São Judas Tadeu era natural de Caná da Galiléia, na Palestina. Sua família era constituída do pai, Alfeu (ou Cléofas) e a mãe, Maria Cléofas. Eram parentes de Jesus. O pai, Alfeu, era irmão de São José; a mãe, Maria Cléofas, prima irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas Tadeu era primo irmão de Jesus. O irmão de Judas Tadeu, Tiago, chamado o Menor, também foi discípulo de Jesus.
A Bíblia trata pouco de Judas Tadeu. Mas aponta o importante: Judas Tadeu foi escolhido por Jesus, para apóstolo (Mt 10,4). É citado explicitamente nas Escrituras pelo evangelista João (Jo 14,22). Na ceia, Judas Tadeu perguntou a Jesus: "Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?" Jesus lhe respondeu afirmando que teriam manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permanecessem fiéis a seu amor.Após ter recebido o dom do Espírito Santo, Judas Tadeu iniciou sua pregação na Galiléia. Passou para a Samaria e Iduméria e outras populações judaicas. Pelo ano 50, tomou parte no primeiro Concílio, o de Jerusalém. Em seguida, foi evangelizar a Mesopotâmia, Síria, Armênia e Pérsia. Neste país recebeu a companhia de outro apóstolo, Simão. A pregação e o testemunho de Judas Tadeu impressionaram os pagãos que se convertiam. Isto provocou a inveja e fúria contra o apóstolo, que foi trucidado, a golpes de cacetes, lanças e machados. Isso, pelo ano 70. São Judas Tadeu foi mártir, quer dizer: mostrou que sua adesão a Jesus era tal, que testemunhou a fé com a doação da própria vida.
A brevíssima Carta de São Judas, que está na Bíblia, é uma severa advertência contra os falsos mestres e um convite a manter a pureza da fé. Nos versículos 22-23 propõe pontos fundamentais de um programa de vida cristã: fé, oração, auxílio mútuo, confiança na misericórdia de Jesus Cristo.
A imagem de São Judas tem o livro, que é a Palavra que ele pregou e a machadinha, com a qual foi morto. Os restos mortais, após terem sido guardados no Oriente Médio e na França, foram definitivamente transferidos para Roma, na Basílica de São Pedro.
A relíquia de São Judas: A relíquia que temos é um pedaço de osso dele. O relicário é usado para dar a bênção nos dias 28 de cada mês. A relíquia chegou até nós em 1945 ou 1946 por meio de um padre capelão militar. Este, durante a guerra, serviu a um convento de religiosas, na Itália. Finda a guerra, o padre recebeu de presente, das Irmãs, a relíquia de São Judas, que foi posteriormente doada ao Santuário São Judas Tadeu. Junto, um documento garantindo a autenticidade da relíquia.

Fonte: www.saojudas.org.br


Oração a São Judas Tadeu

São Judas Tadeu, apóstolo escolhido por Cristo,
eu vos saúdo e louvo pela fidelidade e amor
com que cumpristes vossa missão.

Chamado e enviado por Jesus,
sois uma das doze colunas que sustentam
a verdadeira Igreja, fundada por Cristo.

Inúmeras pessoas, imitando vosso exemplo
e auxiliadas por vossa oração,
encontram o caminho para o Pai,
abrem o coração aos irmãos
e descobrem forças para vencer o pecado
e superar todo o mal.

Quero imitar-vos, comprometendo- me
com Cristo e com sua Igreja,
por uma decidida conversão a Deus e ao próximo,
especialmente o mais pobre.

E, assim convertido, assumirei a missão de viver
e anunciar o Evangelho,
como membro ativo de minha comunidade.
Espero, então, alcançar de Deus a graça que imploro
confiando na vossa poderosa intercessão.

(Faça o pedido da graça a ser alcançada…)

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Amém!

domingo, 16 de outubro de 2011

ROSACRUCIANISMO



Todo estudante sério de misticismo desde o principio da sua caminhada na senda, sabe que existe coisas que ele nunca irá encontrar, uma delas é a certeza. Pensando bem, a dúvida é uma benção porque as certezas paralisam e impedem o nosso crescimento. Isso se aplica a história das Ordens Iniciáticas e nas constantes divergências entre historiadores no que tange as explicações sobre a origem, fundação e cronologia de diversas Organizações Místicas. Assim como a AMORC e a Maçonaria, existem várias outras rosacruzes e maçonarias além de umas trinta Ordens Martinistas, todas com sua metodologia e ensinamentos próprios para que o buscador sincero possa ali encontrar elementos que o ajude a alcançar a Consciência Cósmica e a união com o Deus de seu coração e da sua compreensão. Nenhuma é detentora da verdade absoluta mas com particularidades que atrai buscadores para essa ou aquela organização de acordo com a lei da afinidade.
O Frater José Maurício Guimarães, Frater esse que em pouco tempo passou a ser uma referência na minha caminhada como estudante Rosacruz e mais recentemente Maçônica, comentou sobre o post intitulado “A ORDEM ROSACRUZ E A MAÇONARIA”, informando com base em estudos e meditações (não em “achismos”, muito comum nos dias de hoje), que não há nenhuma relação entre a Maçonaria e a Rosacruz. Inclusive enviando uma mensagem escrita por ele dando informações sobre o assunto com o intuito de desfazer esse equívoco. Passo a todos os seguidores e leitores deste blog a referida mensagem, que ela sirva de inspiração a todos os verdadeiros buscadores da verdade, daquela verdade que liberta nossa visão ainda obstruída pelo véu da ignorância.

ROSACRUCIANISMO
José Maurício Guimarães FRC, 33º MI MAR
Confundir o Rosacrucianismo Maçônico com outras Ordens Iniciáticas que ostentam o mesmo nome e venerando símbolo, é um equívoco bastante comum. Conhecedor de ambos – pois pertenço ao REAA da Maçonaria e à AMORC – sou levado a pensar que os que insistem nessa identificação não conhecem ou não entenderam nenhuma das duas escolas por onde passaram. O Grau de “Cavaleiro Rosacruz”, correspondente ao Grau XVIII do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria, se bem que incorpore um ativo, elevado e enérgico simbolismo, não inclui, ao contrário do que alguns cogitam, a filosofia e princípios privativos da Ordem Rosacruz AMORC ou de qualquer outra organização com nome semelhante.
O Grau Maçônico Rosa Cruz, concedido nas Iniciações e preleções superiores da Ordem Maçônica, não trata das expressões ou interpretações da Rosa Cruz conforme a Tradição de outras Ordens.
Fez bem a Ordem Rosacruz AMORC quando publicou em seu periódico trimestral interno (AMORC GLP nº87 deste ano, página 16) aquela nota explicativa sobre o assunto: são movimentos distintos e independentes.
Na Maçonaria, as representações rosacrucianas, fortemente marcadas pela tradição  cristã e suas conotações históricas (fatos ocorridos entre 539 a.C. e 515 a.C., estendendo-se para o cristianismo primitivo), tomam por base a filosofia cavalheiresca e o pensamento hebraico. As demais organizações Rosacruzes – especialmente a AMORC – seguem a tradição ritualística dos antigos egípcios, alguns elementos da Gnose de Alexandria, o misticismo, o simbolismo alquímico e a tradição do cristianismo do Languedoc (cerca de 1225 da Era Cristã) interpretados à luz da transmutação mental do homem.
Todavia, é oportuno ressaltar que a Ordem Rosacruz, AMORC e a Maçonaria são instituições de cunho INICIÁTICO e, sendo assim, muitos de seus paradigmas são  análogos. O movimento Rosacruz e a Maçonaria almejam a transformação da humanidade para melhor, um novo mundo onde homens e mulheres sejam mais felizes, saudáveis, conscientes de seus poderes, deveres e obrigações. Contudo – repito - o Grau Maçônico de “Cavaleiro Rosacruz” e a Ordem Rosacruz AMORC são distintos e independentes, com filosofias próprias, guardando entre si um relacionamento de mútuo e fraternal respeito.
Para maior elucidação sobre o assunto, recomendo a leitura dos seguintes
livros:
Jean-Pierre Bayard - A Espiritualidade a Maçonaria (Madras);
Serge Hutin - O Esoterismo da História (Biblioteca da AMORC);
G.R.S.Mead - Algumas Refexões Místicas (Biblioteca da AMORC);
Jean Palou - A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática (Pensamento);
Christian Rebisse - Rosacruz Histórias e Mistérios(Biblioteca da AMORC);
Arthur Edward Waite - A New Encyclopaedia of Freemasonry (Wing Books);
Frances A. Yates - O Iluminismo Rosa-cruz (Cultrix Pensamento).

sábado, 15 de outubro de 2011

HARVEY SPENCER LEWIS (2ª PARTE)



A Iniciação
Algumas horas após ser julgado digno de se encontrar com o Grande Mestre da Ordem Rosacruz, Spencer Lewis tomou um táxi par ir ao endereço indicado pelo arquivista. Afastando-se de Toulouse, o motorista seguiu uma rota que margeava um rio, passando pela velha cidade de Tolos para chegar ao final da viagem chegando diante de um edifício de pedra cercado de muros altos situado numa colina. Foi nesse castelo que ele foi iniciado na Ordem Rosacruz. Em sua autobiografia Lewis informa que foi recebido pelo conde Raynaud E. de Bellcastle-Ligne, um homem de setenta e oito anos que lá vivia com a filha viúva. Falando em inglês perfeito conduziu o futuro iniciado para um salão afmi de interrogá-lo sobre as pesquisas psíquicas que ele havia dirigido na América e se mostrou interessado nas experiências místicas vivenciadas pelo visitante.
Após a entrevista Spence Lewis foi informado que naquele dia seria iniciado, ma antes teria que passar pelo “Terror do Umbral”. Seguindo o conde até o primeiro andar do castelo, foi lhe mostrado as ruínas de uma antiga Loja Rosacruz. Aquele Templo estava sem uso a mais de sessenta anos, aina que até 1890 ele tivesse sido visitado pó alguns franco-maçons.
A visita prosseguiu até o momento em que o conde parou diante de uma porta de ferro e anunciou ao visitante que ele deveria cruzar sucessivamente três câmaras, “somente com Deus e o seu Mestre”. Obedecndo a orientaçaõ Harvey Spencer Lewis entrou na primeira das três câmaras, mais precisamente a anticâmara. Na seguinte, um local escuro onde ele sentiu a “a prova do Umbral”. Tendo nessa câmara uma experiência mística durante a qual sentiu novamente a presença do Ser invisível que já se manifestara a ele no ano anterior. Finalmente, chegou a terceira câmara, onde o conde o esperava, explicando que aquela peça não tinha mais todos os ornamentos e acessórios de que em outros tempos dispunha e, por isso, ele tinha de adaptar a cerimônia de sua iniciação. Ele o concluiu a diferentes pontos da câmara e lhe transmitiu o sentido secreto daquele ritual. A partir daquele momento o velho mestre, o levou a um pequeno salão. Após ter ouvido a orientação para que descansasse, pois deveria ficar naquele lugar durante algumas horas antes de encontrar outras pessoas.  Harvey Spencer Lewis deitou em um sofá a fim de tirar um cochilo. Ao acordar percebeu que dormiu por três horas. Nesse tempo viveu em sonho a mesma cerimônia que acabara de vivenciar. Porém que o conduzia não era o conde e sim o mestre cuja presença ele percebera na segunda câmara. Um pouco mais tarde o conde, o apresentou a três homens de idade avançada cujo os pais e eles próprios haviam sido membros da Rosa-Cruz. Após uma entrevista com eles, Spencer Lewis foi novamente conduzido a antiga Loja, onde o conde lhe passou uma cruz ornada com uma rosa, que pendurou em seu pescoço. Comunicou-lhe então que ele estava agora incumbindo de instaurar a Ordem na América.
Após essa comunicação um dos membros presente autorizou Harvey Spencer Lewis a consultar um registro em que constavam os princípios e as principais Leis da Ordem. Permitiu também copiar os símbolos e os diagramas das diversas cerimônias rosacruzes. De uma mala colocada no centro da sala o conde retirou tábuas simbólicas, uma toalha de altar e vários documentos de arquivos, para que o novo iniciado pudesse anotar os símbolos próprios dos diferentes graus da Ordem. Foram-lhe em seguida comunicadas as informações necessárias para se implantar o rosacrucianismo na América.
Quem dirigia então a reunião não era o conde e sim um personagem chamado Lasalle, que atuou como mestre de cerimônia. Embora a ortografia do seu nome seja ligeiramente diferente, será que se trata de Clovis Lassalle, o fotógrafo que o co-fundador da AMORC encontrou naquela manha mesmo, na sala do Ilustres? Fica-se tentado a crer que não, visto que Harvey Spencer Lewis apresenta o mestre de cerimônia como o autor de numerosos documentos históricos, ao passo que não se conhece nenhum texto escrito pelo fotógrafo de Toulouse.  É, entretanto possível que essa indicação faça alusão aos inúmeros trabalhos fotográficos realizados pó Clovis Lassalle relativos a arqueologia e pré-história. Seja com for, o mestre de cerimônia informou Harvey Spencer Lewis de que ele estava então de posse e todas as instruções necessárias, mas que teria de vivenciar outras experiências interiores. Pediu-lhe a final que não abrisse a Loja na América antes de 1915.
No dia seguinte ao da sua recepção na Ordem da Rosa-Cruz, 13 de agosto de 1909, Harvey Spencer Lewis escreveu à sua esposa Mollie informando sobre o acontecido.
Alguns dias mais tarde, em 26 de agosto, quando ele estava de volta em Paris, Harvey Spencer Lewis recebeu um carta de Clovis Lassalle. Na segunda-feira seguinte, Aaron Lewis e seu filho seguiram a caminho de volta. Após um para da em Londres, onde visitaram o Museu Britânico, embarcaram na quarta-feira, 1º de setembro, a bordo do White Star, rumo à Nova York.

Fonte: Livro -  Harvey Spencer Lewis - Um mestre da Rosacruz 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A ORDEM ROSACRUZ E A MAÇONARIA

Ordem Rosacruz é a denominação da fraternidade filosófica que, de acordo com a tradição, teria sido fundada por Christian Rosenkreutz e representa uma síntese do ocultismo imperante na Idade Média. Mas para Harvey Spencer Lewis, organizador da Ordem Rosacruz na América a partir do início do século XX, a filosofia remontaria ao antigo Egito, à época do faraó Akenaton. Estudiosos do mundo todo tem aceitado essa hipótese com algumas reservas, pois os mais antigos documentos conhecidos sobre a existência dessa fraternidade remontam ao período medieval, embora a mesma apresente, em sua ritualística, muito do misticismo das antigas civilizações, como acontece com a maçonaria. Muitos maçons também querem fazer crer que a ordem maçônica já atuava no antigo Egito e na Pérsia, o que também carece de comprovação histórica. O fato é que o rosacrucianismo, assim como a maçonaria, é um sincretismo de diversas correntes filosófico-religiosas, como hermetismo egípcio, cabalismo judaico, gnosticismo cristão, alquimia medieval, doutrinas orientais, entre outras. A primeira menção histórica da fraternidade dos rosacruzes data de 1614, quando surgiu o famoso documento intitulado “Fama Fraternitatis”, onde são contadas as viagens de Rosenkreutz pela Arábia, Egito e Marrocos, locais onde teria adquirido sua sabedoria secreta, que só seria revelada aos iniciados. Uma outra corrente de estudiosos afirma que o nome Christian Rosenkreutz (cristão rosacruz) e sua saga são, na verdade, representações simbólicas com significado iniciático, e não uma história real de um personagem de carne e osso.

Rosacruzes na América
Harvey Spencer Lewis foi quem reativou e organizou o rosacrucianismo na América do Norte no início do século XX, já que ela havia existido anteriormente, sob outras organizações. Personalidades famosas como Benjamim Franklin teriam pertencido à ordens mais antigas. Na ocasião, a Ordem Rosacruz era ativa em alguns países da Europa, como França e Alemanha, mas com rituais diferenciados. Spencer Lewis, ao fundar a Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC) na América, não o fez sem antes estudar por mais de 10 anos suas raízes, o que permitiu mais tarde unificar todas as outras ordens, cuja essência era a mesma. Em 1915 ele tornou-se o primeiro Imperator (dirigente supremo da organização), e inovações como a possibilidade de membros estudarem por correspondência permitiram a rápida expansão da AMORC em inúmeros países. A unificação com a as demais ordens ocorreu no início dos anos 30, tornando-se Lewis o primeiro Imperator mundial. No Brasil, os estudos foram introduzidos na década de 50, e o cargo hierárquico mais alto é o de Grande Mestre, que representa o Imperator junto ao resto da organização no país.

O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz
O teólogo Johann Valentin Andréa, neto do também teólogo luterano Jacob Andréa, foi um dos homens que mais divulgou o rosacurcianismo. Andréa, que nasceu em Herremberg, no Werttemberg, em 1581, depois de viajar pelo mundo, retornou à Alemanha, onde se tornou pregador da corte e, posteriormente, abade. A sua principal importância, todavia, originou-se do papel que ele teve naquela sociedade alemã, que no princípio do século XVII, lutava por uma renovação da vida, com uma nova insuflação espiritual.

A popularidade alcançada por Andréa foi imensa ao publicar o seu romance satírico “O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz”, que criticava jocosamente os alquimistas, numa época onde reinava a desinformação e a velha ordem religiosa desagregava-se. A partir de 1597, já aconteciam reuniões de uma liga secreta de alquimistas, que haviam ficado sem irradiações e sem significado espiritual. Foi então que a palavra “rosacruz” adquiriu, rapidamente, uma grande força atrativa, a ponto de, num escrito anônimo de 1614, chamado “Transfiguração Geral do Mundo”, ser incluído o conceito de “Fama Fraternitatis R.C.” sem a necessidade de se explicar a sigla usada. Uma outra pequena obra, surgida um ano depois e intitulada “Confessio”, publicava a constituição e a exposição dos fins a que a Ordem era destinada.

O herói viveu 150 anos, extinguindo-se voluntariamente
De acordo com o “Confessio”, a Ordem Rosacruz representaria uma alquimia de alto quilate, na qual em vez das pesquisas sobre a pedra filosofal e transmutação de metais inferiores em ouro, era buscada uma finalidade superior, ou seja, a transmutação interna e espiritual do homem, que ficaria apto a ver o mundo e os seus segredos com mais profundidade. As correntes dos alquimistas medievais, diante da necessidade espiritual da época incrementada pela disposição de renovação e organização secreta, tomaram enorme vulto com o aparecimento do romance satírico de Andréa.

O herói do romance é o mesmo Christian Rosenkreutz já descoberto pelo manifesto “Fama Fraternitatis” e que já tinha viajado pelo Oriente no século XIV e aprendido a “Sublime Ciência”; teria ele, ainda segundo a lenda que lhe cercou o nome, voltado para a Alemanha, onde sua idéia foi seguida por muitas pessoas, até chegar aos 150 anos de idade, quando, cansado da vida, extinguiu-se voluntariamente. No romance de Andréa, Rosenkreutz era velho e impotente, motivo pelo qual o seu casamento só poderia ser alquímico.

O conceito da rosa mística provocou grande sedução
Com essa sátira, dirigida às sociedades secretas e à alquimia, Andréa havia desvendado tanto de positivo sobre a nova Ordem que restou a impressão de que ela já existia; o encontro dos convidados no tal casamento de Rosenkreutz vindos de todas as partes do mundo e a sua ligação dentro da nova ordem ilustram o desejo de dar corpo aos esforços no sentido de uma renovação espiritual da vida, valendo-se do sugestivo símbolo da rosacruz.

Esse símbolo corresponde à ansiedade da época. Alguns procuraram relacioná-lo com as armas de Lutero ou Paracelso; vale ressaltar que Andréa representou o seu Rosenkreutz com quatro rosas no chapéu, rosas essas que adornavam as armas de sua família. Robert Fludd, considerado como o primeiro rosacruz da Inglaterra, diz que o nome da ordem está ligado a uma alusão ao sangue de Cristo na cruz. A mística idéia da rosa, associada à lembrança da cor do sangue e aos espinhos que provocam o seu derramamento, contribuiu, certamente, para sua grande força de sedução. Os rosacruzes atuais tem uma interpretação mais mística a respeito da cruz e da rosa: a cruz representaria a parte material do ser humano, enquanto a rosa representaria a força espiritual aflorando em seu ser.

A junção dos sexos leva ao segredo da imortalidade
Como a preocupação máxima dos alquimistas que se ligaram à Ordem Rosacruz era o segredo da imortalidade e a regeneração universal, o símbolo rosacruciano está relacionado com essa preocupação. A rosa era uma flor iniciática para diversas ordens religiosas, sendo que, atualmente, a arte sacra continua a considerá-la como símbolo da paciência ou do martírio; Em outra análise, a rosa representaria a mulher, enquanto que a cruz simbolizaria o sexo masculino, pois para os hermetistas, a cruz é o símbolo da junção da eclíptica com o equador terrestre (eclíptica é a órbita aparente do Sol, ou a trajetória aparente que o Sol descreve, anualmente, no céu); ambos cruzam-se no equinócio da primavera e no equinócio de outono. Assim, a rosa simboliza a Terra, como ser feminino, e a cruz simboliza a virilidade do Sol, com sua força criadora que fecunda a Terra. A junção dos sexos leva à perpetuação da vida e ao segredo da imortalidade, resultando a regeneração universal, que é o ponto mais alto da filosofia rosacruz.

A alquimia evidencia a ligação entre as duas ordens
Maçons e rosacruzes estreitaram seus laços na Idade Média. No fim do período medieval e começo da Idade Moderna, com inicio da decadência das corporações de construtores (englobadas sob rótulo de maçonaria de ofício ou operativa), estas começaram paulatinamente a aceitar elementos estranhos à arte de construir, admitindo inicialmente filósofos, hermetistas e alquimistas, cuja linguagem simbólica assemelhava-se à dos franco-maçons. Como a Ordem Rosacruz estava impregnada pelos alquimistas, a ligação do rosacrucianismo com a maçonaria ocorreu naturalmente. Deve-se levar em consideração também que, durante o governo de José II, imperador da Alemanha entre 1765 e 1790 e co-regente dos domínios hereditários da Casa d’Áustria, houve um grande incremento da popularidade da Ordem Rosacruz e sua comunidade, atingindo até a Corte. Isso fez com que o imperador proibisse todas as sociedades secretas, abrindo exceção apenas aos maçons, o que provocou a migração de muitos rosacruzes rumo às lojas maçônicas.

Da regeneração e imortalidade à reformadora social
A partir da metade do século XVIII, com a maciça entrada dos rosacruzes nas lojas maçônicas, tornava-se difícil, de uma maneira geral, separar maçonaria e roscrucianismo, tendo a instituição maçônica incorporado aos seus vários ritos a simbologia dos rosacruzes, como no 18º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, no 7º grau do Rito Moderno, no 12º grau do Rito Adoniramita etc. A sua origem hermetista e a sua integração na maçonaria, durante a segunda metade do século XVIII, leva a marca dos ritualistas alquímicos, que redigiram naquela época os rituais dos Altos Graus. O hermetismo atribuído ao grau 18 é perceptível no símbolo do grau, que tem uma rosa sobreposta à cruz, representando o sacrifício e o segredo da imortalidade, que é também o significado oculto do esoterismo cristão, manifestado na ressurreição de Jesus Cristo.

A maçonaria, em alguns casos, modificou a simbologia rosacruz, reescrevendo-a em termos menos místicos e mais práticos. Assim, o segredo da imortalidade está, na maçonaria, associado ao aperfeiçoamento contínuo do homem, que é visto como uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Todavia, uma parte do misticismo original dos rosacruzes foi mantida, pois embora a maçonaria não seja uma ordem mística, utiliza-se da simbologia de várias correntes filosóficas, ocultistas e metafísicas para perpetuar seus ensinamentos.

As iniciações
Uma singularidade entre a Ordem Rosacruz e a maçonaria são as iniciações nos graus, sendo que para ambas, a primeira é a mais marcante. As iniciações têm o mesmo objetivo: impressionar o neófito levando-o à reflexão, para que ele decida naquele momento se deve ou não seguir adiante. Se assim o decidir, assume o compromisso de manter em segredo todos os símbolos, usos e costumes da instituição, trabalhando em busca de seu auto-aperfeiçoamento, bem como em prol da ordem.

Semelhanças e diferenças
A maçonaria é uma ordem exclusivamente templária, ou seja, os ensinamentos só ocorrem dentro das lojas. Já a Ordem Rosacruz dá ao estudante o livre arbítrio para estudar em casa ou participar das atividades em um Templo Rosacruz. O estudo em casa é acompanhado à distância e, assim como a maçonaria, é composto de vários graus. Apesar de não obrigatória, a reunião templária rosacruz é incentivada, pois proporciona ao estudante o contato com os demais integrantes e a participação em rituais e experimentos místicos em grupo são fatores de desenvolvimento pessoal e fortalecimento da egrégora da organização.

Vários são os símbolos comuns às duas instituições, a começar pela disposição dos oficiais nos templos, lembrando os pontos cardeais, e a passagem do Sol pela Terra, do Oriente ao Ocidente. Cada ponto cardeal é ocupado por um membro-oficial. A figura do Venerável na maçonaria, ocupando sua posição no Oriente, encontra similar na Ordem Rosacruz, na figura do Mestre, que ocupa seu lugar no Leste. Em ambos os casos o templo é pintado na cor azul celeste, e a entrada dos membros ocorre pelo Ocidente. O altar dos juramentos maçônico encontra semelhança no shekinah da Ordem Rosacruz, sendo que neste último não se usa a Bíblia ou outro Livro de Lei, mas sim três velas dispostas de forma triangular, que conservam um simbolismo específico. Outra semelhança é o uso de avental por todos os membros iniciados ao adentrarem o templo, enquanto que os oficiais usam paramentos especiais, cada qual de acordo com o cargo que ocupa no ritual. Porém, o avental rosacruz não diferencia o grau dos membros, o que ocorre na maçonaria. Os iniciantes na Ordem Rosacruz recebem seus estudos em um templo separado, anexo ao templo principal, enquanto os aprendizes maçons recebem sua instruções juntamente com os demais irmãos, no mesmo espaço.

Algumas das maiores diferenças ficam mesmo por conta da condução do ritual, onde na Ordem Rosacruz há um forte caráter místico-filosófico, inclusive com a condução de experimentos místicos e meditações. Finalmente, o formato físico da loja maçônica lembra as construções greco-romanas, enquanto que a Ordem Rosacruz inspira sua arquitetura nas construções do antigo Egito.

sábado, 17 de setembro de 2011

ORDENS DE APERFEIÇOAMENTO MAÇONICO

 
Meus Caros Irmãos,
Minhas Cordiais Saudações…
As Ordens de Aperfeiçoamento Maçônico, compostas das seguintes Ordens estabelecidas, REGULARES E RECONHECIDAS no MUNDO Inteiro, estão em pleno desenvolvimento no Brasil, e são elas:
Grande Loja de Mestres Maçons da Marca do Brasil;
Antiga e Honrosa Fraternidade de Nautas da Arca Real do Brasil;
Supremo Grande Capítulo de Maçons do Arco Real do Brasil;
Grande Priorado do Brasil
Ordem dos Cavaleiros Templários,
Ordem dos Cavaleiros de Malta.
O texto abaixo foi retirado das palestras realizadas por Wagner Veneziani Costa.
Primórdios da Maçonaria:
É improvável que o atual sistema da Maçonaria tenha tido qualquer relação com a construção do templo de Salomão. Aquele monumento de arquitetura foi aceito pela Maçonaria como um símbolo e as muitas referências a ele são puramente simbólicas. Lembre-se de que o objetivo da Maçonaria não é ensinar história, mas sim verdades morais. Ninguém sabe quando ou onde se originou a Maçonaria. Não existem registros para mostrar os primórdios da fraternidade. Muitos elementos contribuíram para seu crescimento e desenvolvimento. Deus plantou no coração do homem um desejo de buscar a sociedade de seus companheiros e este anseio por companheirismo foi um grande fator contribuinte nas origens da Maçonaria. Por necessidade de construir uma forma de abrigo da inclemência do tempo, veio à arte da construção ou da arquitetura, e isso formou o plano ou o material com o qual a Maçonaria foi desenvolvida. Em diversas partes do velho mundo serão encontradas ruínas de construções colossais que foram erigidas por associações de homens mostrando que foram unidos para levar a cabo seus planos. Na Idade Média, havia grupos de trabalhadores especializados trabalhando pela Europa, e envolvidos na construção de grandes catedrais. Entre esses trabalhadores especializados, a Maçonaria assumiu uma forma bruta de fraternidade e, a partir desse humilde começo, através de um longo processo de desenvolvimento temos a Maçonaria de hoje. Existem muitas provas de que o atual sistema da maçonaria especulativa teve seus inícios nas antigas guildas de trabalho dos franco-maçons viajantes. Essas diversas sociedades tiveram um forte crescimento até o início do século XVII, quando eles tiveram dificuldade de se manter por causa da falta de operações de construções. No ano 1717 eles mudaram suas regras para admitir homens de todas as profissões e isso marca o início do atual sistema da Franco-Maçonaria filosófica ou especulativa. Alguns homens muito sábios tomaram os diversos materiais e implementos da arte operativa e através de um sistema ímpar de símbolos e alegoria desenvolveram a Maçonaria da qual desfrutamos.
Nenhuma organização de tão alta importância é tão pouco compreendida como a Maçonaria. Não é uma ordem no sentido em que aquele termo é aplicado às sociedades secretas do período, mas sim uma Sociedade, Fraternidade, Irmandade ou Instituição. Não é um clube, pois ela não diverte. Não é um sistema de sinais e apertos de mãos para um uso conveniente, pois ela não oferece nada no sentido de benefícios para doenças e morte, há não ser um devido preparo mental e filosófico. Na cerimônia pela qual você passou lhe foram dadas muitas definições sobre a Maçonaria. Algumas delas, talvez, foram mais ou menos entendidas. Disseram a você que é um sistema de antiga instrução moral hieroglífica ensinada por tipos, emblemas e figuras alegóricas, a forma antiga e primitiva de ensinar aos homens. Reduzir isto a uma linguagem mais simples seria dizer que a Maçonaria é um sistema de moralidade disfarçado de alegoria. Mas definir a Maçonaria na linguagem mais simples possível seria dizer que é a ciência e a arte de viver corretamente. Como ciência, ela tem a ver com a descoberta e classificação desses princípios que visam à conduta moral correta; a arte diz respeito a viver esses princípios antes do mundo. Tudo indica que os homens que formularam a Maçonaria tinham em mente a idéia de uma fraternidade cuja moralidade satisfaria sua concepção de uma vida religiosa e que seria mais bem exemplificada em suas relações diárias com o mundo e uns com os outros. Na Maçonaria podemos encontrar uma mistura das melhores filosofias de todo o mundo. Isso não significa que aqueles velhos filósofos que vocalizaram essas verdades eram Maçons, mas significa que os homens que formularam a Maçonaria colecionaram as melhores vocalizações dos bons e sábios homens do passado e as cimentaram em um belo mosaico e o chamaram de Maçonaria.
Um Pouco dessas estruturas:
Grande Loja de Mestre Maçom da Marca do Brasil - GOB
Conhecida também como o Grau da Amizade. A Sessão é dividida em duas partes: O candidato passa pelo cerimonial onde é reconhecido como Homem da Marca e posteriormente é Avançado como Mestre Maçom da Marca.
O Grau da Marca era um complemento do grau de companheiro. Nessa ocasião era costume, um companheiro de pedreiro, escolher uma marca que fosse diferente de todas usadas por quaisquer outro naquela Loja.
A Lenda do grau é singularmente instrutiva e bem fundamentada nas declarações das Sagradas Escrituras. Seu maior ensinamento é que “a educação é o prêmio do trabalho que contém uma mensagem dramática - de que a fraude nunca poderá ser bem-sucedida.”
A sua estrutura e qualificação é assim:
Venerável Mestre;
Primeiro Vigilante;
Segundo Vigilante;
Mestre Supervisor;
Primeiro Supervisor;
Segundo Supervisor;
Capelão;
Tesoureiro;
Fiel de Registro;
Secretário; Diretor de Cerimônias;
Primeiro Diácono;
Segundo Diácono;
Guarda Interno e
Guarda Externo.
Antiga e Honrosa Fraternidade de Nautas da Arca Real do Brasil - GOB
Esse grau é um dos mais lindos e ricos em instruções, talvez por isso, estimulou a Grande Loja de Mestres Maçons da Marca a tomar a ação decisiva de colocar esse Grau/Ordem sob sua proteção.
A Elevação, nesse grau comemora a providência e misericórdia de Deus e relata a lenda do dilúvio. Referência tomada diretamente do volume das Sagradas Escrituras. Se por um lado o grau da Marca é conhecido como o Grau da Amizade, Nautas da Arca Real é sem sombra de dúvida, o Grau do Amor Fraternal.
Para você ser elevado nesse Grau é necessário ter sido Avançado no Grau da Marca.
Os principais oficiais dessa Loja representam Noé e seus dois filhos, Sem e Jafé.
A sua estrutura e qualificação é assim:
Venerável Comandante (Noé);
Primeiro Vigilante (Jafé);
Segundo Vigilante (Sem);
Capelão;
Tesoureiro;
Escriba;
Diretor de Cerimônias;
Primeiro Diácono;
Segundo Diácono;
Esmoler;
Guarda Externo e
Guarda Interno.
Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Arco Real do Brasil - GOB
Por muitos anos o Arco Real foi praticado como suplemento do Terceiro Grau.
Era considerado pelos Antigos como um quarto grau. Mas os modernos possuíam uma postura totalmente nova para esse grau. É descrito por muitos historiadores como sendo, “a mais sagrada parte da Maçonaria, sendo sua raiz, coração e essência.”
Também é considerado como a conclusão do sistema da Maçonaria Simbólica.
Para ser Exaltado nessa Ordem, você precisa ser Mestre Maçom de uma Loja Regular e Reconhecida pelo GOB.
A cerimônia se desenvolve em uma época muito posterior ao término do glorioso reinado do Rei Salomão. O Templo de Jerusalém tinha sido destruído, o reino da Judéia fora divido e os membros de suas tribos, rendidos…
A Babilônia finalmente caiu sob o comando de Ciro, o Grande, tornando-se parte do poderoso Império Persa, e esse dirigente extraordinariamente humano liberou os judeus do cativeiro e os convidou a retornar a Jerusalém para começar a reconstrução do Templo.
O restauro dos segredos genuínos de um Mestre Maçom é fornecido pela lenda com a contribuição de uma descoberta momentosa feita por trabalhadores, e desse fato produz uma das mais interessantes e instrutivas explicações da natureza de Deus.
O reconhecimento do Arco Real era essencial para a Unificação das Duas Grandes Lojas dos Antigos e dos Modernos. Isto foi alcançado pela ambigüidade do texto da declaração preliminar do Livro das Constituições, que afirma que a pura e antiga Maçonaria consiste de três graus e não mais, ou seja, Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom, incluindo a Suprema Ordem do Santo Arco Real.
As lições contidas no ritual nos fazem lembrar a retomar o caminho do encontro com Deus, tal qual no Livro das Sagradas Escrituras, de onde vêm as nossas palavras, lembrando-nos da misericórdia e do perdão de Deus.
Devemos sempre ter em mente que a Maçonaria é um sistema peculiar de moralidade velada em alegorias e ilustrada por símbolos. E também que os nossos rituais são baseados em lendas e não em fatos. Por isso devemos cada um de nós, interpretar que realmente foi “perdido e depois encontrado…” Devemos interpretar as palavras no sentido metafísico… Como se a palavra encontrada fosse algo como:
Descobrindo alguma coisa como se pela primeira vez…
Pensar metafisicamente é pensar, sem arbitrariedade, em dogmatismo…
A sua estrutura e qualificação é assim:
Primeiro Principal - Zorobabel;
Segundo Principal - Ageu;
Terceiro Principal - Josué;
Escriba Esdras - Secretário;
Escriba Neemias;
Tesoureiro;
Diretor de Cerimônias;
Esmoler;
Principal Forasteiro;
Primeiro Assistente de Forasteiro;
Segundo Assistente de Forasteiro e
Guardião.
Grande Priorado do Brasil -
Grande Priorado das Ordens Unidas - Religiosas Militares e Maçônicas - do Templo e de São João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta do Brasil.
Essa Ordem é dividida em dois graus, por assim dizer.
Os Cavaleiros Templários e os Cavaleiros de Malta.
Ambas são dirigidas pelo Grande Priorado do Brasil - GOB.
Para ter ingresso e ser Instalado (armado) nessa Ordem é necessário você ter sido Exaltado como Companheiro no Arco Real e professar a fé na Santíssima Trindade.
Temos notícias que em 1791 houve a união de sete acampamentos independentes, foi realizado o primeiro Conclave da ordem, como a conhecemos hoje. As assembléias onde os Cavaleiros Templários se reúnem são conhecidas como Preceptórios e quem a dirige é o Preceptor. As assembléias de Cavaleiros de Malta são conhecidas como Priorado e quem a dirige é o Prior.
A Cerimônia é realizada num Templo que representa uma capela.
A estrutura e qualificação dos Cavaleiros Templários são assim:
Eminente Preceptor;
Capelão;
Primeiro Guardião;
Segundo Guardião;
Tesoureiro;
Escrivão;
Marechal;
Esmoler;
Principal Arauto;
Segundo Arauto;
Capitão da Guarda;
Primeiro Porta Estandarte;
Capitão da Guarda e
Guarda.
Para ter ingresso na Ordem dos Cavaleiros de Malta, o Irmão tem que ter ser Mestre Maçom, Exaltado a Companheiro no Arco Real e Instalado Cavaleiro Templário.
Essa Ordem foi originalmente fundada em Jerusalém, durante a primeira cruzada, aproximadamente no ano de N.S. 1099, para dar alívio aos peregrinos que se dirigiam ao Santo Sepulcro.
Aqui também a cerimônia é representada pela passagem pelos graus de Cavaleiro de São João, incluindo o Passe Mediterrâneo. E dividida em duas Câmaras, uma representando a Casa do Capítulo ou Sala do Conselho do Priorado. A outra representa a Casa da Guarda.
A cerimônia é uma forma simbólica, onde é realizada a antiga viagem que São Paulo fez indo de leste para oeste.
Ocasião onde os irmãos serão instalados como Cavaleiros de São João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta.
Chegando posteriormente a Terra Prometida…
Estrutura e qualificação dos Cavaleiros de Malta são assim:
Eminente Prior;
Capitão Geral;
Tenente Geral;
Primeiro Tenente;
Segundo Tenente;
Capelão;
Marechal;
Marechal Adjunto;
Hospitaleiro;
Almirante;
Conservador;
Intendente;
Depositário;
Tesoureiro;
Chanceler;
Capitão da Guarda e
Guarda
De todas elas possuímos a devida Carta Patente, dando-nos o total e amplo direito de funcionamento em nosso PAÍS.
São dezessete as Ordens praticadas e devidamente Reconhecidas na Inglaterra e estamos trabalhando para trazê-las, aos poucos para o Brasil. Muitas já estão em vias de fato.
Colocamo-nos a inteira disposição dos Irmãos…
Peço aos Irmãos que divulguem.
Fraternalmente,
Wagner Veneziani Costa

terça-feira, 13 de setembro de 2011

MAÇONARIA É CAMINHADA

Charles Evaldo Boller
 Sinopse: Incentivo a caminhada maçonicamente orientada.

Pode-se descrever a Maçonaria como instituição de formação cívica, moral, escola de deveres, ciência de busca da verdade divina, instituição orgânica de moralidade com objetivo de eliminar ignorância, realizar filantropia, combater vícios e inspirar amor na humanidade. Mas Maçonaria não é definível. Isto porque abrange todo o conhecimento humano conhecido e desconhecido. A marcha do simbolismo representa esta diversidade do pensamento como o sair da reta e retornar para ela. Cabe ao maçom duvidar de verdades, modificá-las e retornar fortalecido para a reta, em direção à sabedoria. O vaivém da dúvida define a Maçonaria Especulativa, a especulação do pensamento lato, a busca na racionalidade em respostas a questões que orientam e constroem o homem.

Inicialmente o maçom lida com o "conhece a ti mesmo", de Sócrates. Caminha na reta, busca conhecer-se. Aperfeiçoa o intelecto na materialidade onde se identifica como indivíduo. Desbasta a pedra bruta em sua manifestação material. Especula em torno de um espírito de condição melhorada onde desenvolve a admiração ao conceito de Grande Arquiteto do Universo. É caminhada para a espiritualidade. Vê a luz da sabedoria que solicitou ver e inicia uma amizade com esta sabedoria. Num segundo estágio trabalha o "penso, logo existo", de Descartes. Pensar é ser. O pensamento vai mais longe. Diagnostica o ser, transcende a si mesmo. Busca metas e conhecimentos fora da reta. Começa a especular e, com isso, adivinha outras belezas que o conhecimento ainda não determinou. Descobre que o pensamento busca a luz que solicitou e consubstancia riquezas que o tirano não pode usurpar. Busca o conteúdo interno da pedra que tende a transformar-se em pedra polida na relação direta com que especula sua realidade e razão de ser. Torna-se ainda mais amigo da sabedoria.

A Maçonaria Especulativa tem por objetivo espalhar os pensamentos da ordem maçônica para todos os cantos da Terra e é essencialmente conspiratória. Conspirações que, pelo pensamento especulativo iluminista mudou profundamente o desenho político nos séculos dezessete e dezoito onde promoveu a independência de países e fomentou a Democracia. Maçons especularam em templos maçônicos e realizaram magníficas obras em prol da sociedade. Não guardaram segredo da ação maçonicamente orientada. Divulgaram e agiram conforme o que debateram nos templos.

Maçom! Não permita que o fogo da Maçonaria Especulativa se apague dentro de ti. Não te restrinja ao cumprimento automático de rituais e estudos obrigatórios ou esqueça-se da essência do pensamento especulativo de onde nasce a capacidade de mudar a si mesmo e à sociedade. Teu dever é opor-se a obscurantismo, despotismo e tirania. Coloque em prática o que desenvolve em loja. Continue cada vez mais amigo da sabedoria, do grego "philos" "sophia". Ser maçom é filosofar! Para divulgar a filosofia da Maçonaria use de todos os meios disponíveis de comunicação. Os pensamentos que iniciam dentro de loja devem continuar em todos os recantos e até no espaço cibernético. Não divulgar o que se especula e conspira em loja torna sem propósito o reunir-se em templos maçônicos. O maçom especulativo livre não permite que lhe calem ou subjuguem o direito de pensar e expor seus pensamentos especulativos onde quer que seja! Romper com esta obrigação tomada por juramento é falhar consigo mesmo e a sociedade.

A caminhada pelo simbolismo da Maçonaria é o ensino fundamental no Rito Escocês Antigo e Aceito. Outras portas são abertas, numa preparação que pode levar até quinze anos para se chegar ao doutorado e então iniciar outra caminhada, com outros alvos de servir a Maçonaria Especulativa, a si mesmo, aos irmãos e a sociedade. A caminhada para manter vivas as três colunas do simbolismo que suportam o Rito Escocês Antigo e Aceito honram e glorificam a criação do Grande Arquiteto do Universo. Isto não se faz sem tornar-se amigo íntimo da sabedoria e divulgar a filosofia da Maçonaria a todos os cantos da Terra.

Bibliografia:
1. CAMINO, Rizzardo da, Simbolismo do Primeiro Grau, Aprendiz, ISBN 85-7374-076-0, primeira edição, Madras Editora limitada., 188 páginas, São Paulo, 1998;
2. FAGUNDES, Morivalde Calvet, Uma Visão Dialética da Maçonaria Brasileira, Coleção Pensamento Maçônico Contemporâneo, primeira edição, Editora Aurora Limitada, 64 páginas, Rio de Janeiro;
3. PIKE, Albert, Morals and Dogmas, primeira edição, 1076 páginas, Estados Unidos da América, 2008;
4. QUADROS, Bruno Pagani, O Pensador do Primeiro Grau, Coleção Biblioteca do Maçom, ISBN 978-85-7252-247-2, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha limitada., 184 páginas, Londrina, 2007;
5. SOUTO, Élcio, O Iniciado, Drama Cósmico Maçônico, ISBN 85-7374-331-X, primeira edição, Madras Editora limitada., 106 páginas, São Paulo, 2001.

Data do texto: 13/09/2011.
Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, autor, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.
Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná.
Rito: Rito Escocês Antigo e Aceito
Local: Curitiba.
Grau do Texto: Aprendiz Maçom.
Área de Estudo: Educação, Espiritualidade, Filosofia, Maçonaria, Pensamento.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

HARVEY SPENCER LEWIS (1ª PARTE)


Fontes: Revista Um Renovador do Rosacrucianismo
             Livro: Harvey Spencer Lewis - Um mestre da Rosacruz
Harvey Spencer Lewis nasceu em Frenchton, Nova Jersey em 25 de novembro de 1883, era descendente de Gauleses e filho de pais metodistas que lhe deram a oportunidade de ter uma ótima educação. Desde tenra idade viveu experiências místicas profundas e reveladoras já demonstrando um alto grau de evolução.
Realizou várias pesquisas tanto no campo científico quanto no filosófico, foi um excelente homem de negócios. Sua carreira iniciática começou ainda muito cedo, iniciado nos mais altos graus em diversas Sociedades Iniciáticas não só ocidentais mas também orientais. Durante anos foi presidente do Instituto de Pesquisas Psíquicas de New York sendo considerado uma autoridade na área.
Em 1904 H. Spencer Lewis foi encarregado da redação do Evening Herald de New York Institute for Psychical Rosearch. Grupo composto de cientistas e médicos. Sob a direção de Lewis o New York Institute for Psychical Research realizou pesquisas visando aferir as reais capacidades dos médiuns, o que levou a desmascarar, mas de cinqüenta simuladores.
Essas pesquisas não satisfizeram o Sr. Lewis, pois ele não acreditava em hipótese nenhuma que os fenômenos produzidos pelos médiuns provinham da manifestação de espíritos, e sim de faculdades psíquicas ainda desconhecidas.
Na primavera de 1908 na quinta-feira depois da Páscoa, quando ele se sentava em sua poltrona para realizar a sua meditação diária, teve uma experiência mística que mudou sua vida. Nessa experiência ele compreendeu que o conhecimento que aspirava não estava nos livros e sim dentro do seu próprio ser.
Baseando se no equilíbrio entre ciência e misticismo Lewis abriu caminho para o desenvolvimento de um caminho novo, de desabrochar individual orientado para a realização do Eu através de aplicações concretas destinadas a desenvolver problemas do cotidiano.
Parafraseando Willian Blake, “quando o homem quer alguma coisa com convicção, o Universo inteiro conspira a seu favor”, o Universo conspirou para que H. Spencer Lewis cumprisse seu destino. Sem dinheiro para viajar até a França e conhecer os Rosacruzes um oportunidade inesperada surge. Seu pai, Aaron Lewis, perito em documentos, mas também genealogista precisou de um assistente para levar a França e fazer pesquisas por conta da família Rockfeller. Após as pesquisas genealógicas que demandaram uma semana inteira de trabalho Harvey Spencer Lewis pode encontrar com o seu contato na França, o Professor de línguas de Bulevar Sant-Merri que até hoje não foi identificado. Mas alguns historiadores acreditam que seja Henri Durville, cuja loja, era ao mesmo temo biblioteca e sociedade de edições. Por dois dias Spencer Lewis foi entrevistado por aquele homem para sondar qual eram as intenções do americano. Ao final do segundo encontro foi orientado ao visitante que fosse ao sul da França receber outras instruções.
Mais uma vez a Divina Providência entrou em ação, pois seu pai continuaria suas pesquisas exatamente ao sul da França. No dia seguinte Lewis chegou a Toulouse e se dirigiu a torre do Capitólio afim de consultar os arquivos da cidade. Nesse ínterim ele foi a sala dos Ilustres do Capitólio, onde teve uma breve reunião com um homem que lhe passou um endereço onde ele deveria ir para encontrar outros rosacruzes. Spencer Lewis não indicou o nome desse homem, mas disse que o mesmo tinha a profissão de fotógrafo. Indo de táxi ao endereço que o fotógrafo o indicara atravessando a cidade fazendo um trajeto de alguns quilômetros até chegar a uma construção que continha uma velha torre. Após subir alguns degraus de uma escada circular chegando ao andar superior, onde foi acolhido por um homem idoso com barba comprida e longos cabelos brancos.
No local onde se encontrara ele pode observar uma infinidade de livros. O homem  que o acolheu era o arquivista da misteriosa e sagrada Ordem Rosacruz. Um grupo de iniciados que atuavam em sigilo. Após ter lido alguns arquivos mostrados pelo arquivista o mesmo informou que ele havia sido julgado digno de saber mais sobre a Algusta Ordem dos Rosacruzes  que iria encontrar o Grande Mestre da Ordem naquele dia... continua.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...