segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O VERDADEIRO ESTUDANTE DE MISTICISMO



Um verdadeiro estudante de misticismo é todo o homem e toda a mulher que decidiu reinvindicar sua filiação espiritual como filho e filha do Criador e passou a encarar a vida como uma sucessão de acontecimentos em prol da sua evolução. Percebeu que é um ser espiritual tendo experiências humanas e não um ser humano que de vez em quando tem experiências espirituais.
Para ser um verdadeiro estudante de misticismo você precisa ser uma pessoa de coragem. Coragem para saber que a vida nunca vai ser explicada em apenas algumas linhas ou mesmo num grande tratado, porque a vida é para ser vivida e não explicada. Talvez seja esse o tão procurado sentido da vida; VIVER, e aprender a crescer.
Um verdadeiro estudante de misticismo tem sede de informação e usa da meditação para colocar em prática, no dia a dia, aquilo que aprendeu em suas pesquisas, leituras e práticas ritualísticas. Práticas ritualísticas sim! Acendemos nossos incensos, nossas velas, fazemos preces de abertura e de encerramento, emitimos pensamentos positivos para toda a humanidade, entramos em comunhão com o Cósmico, pedimos pelos que sofrem, pelos doentes, pelos que estão nas prisões, nos asilos e ainda temos que tolerar o olhar severo daqueles que não nos compreendem.
Como vocês podem ver, ser um verdadeiro estudante de misticismo é pra quem topa qualquer parada, não pra que para em qualquer topada.
Mas no final, quando nos apresentarmos novamente ao Criador (torço muito por isso), nos aproximemos dele de cabeça erguida, felicidade estampada nos olhos e coração cheio de entusiasmo. Que Ele possa ver mesmo sem necessidade, tudo que fizemos, aprendemos, crescemos, e com os olhos cheios de lágrimas possamos dizer; muito obrigado, dignifiquei minha vida, auxiliei meu próximo para a glória do Teu nome, e amei a humanidade com todas as minhas forças.
Que assim seja!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

UM MOTIVO PARA SER MAÇOM




Hoje apresento-lhes o outro lado da moeda

Único - Desejo de aperfeiçoamento

Só existe uma motivação válida para se pretender ser admitido maçom: o desejo de se aperfeiçoar pessoal, ética e espiritualmente.

Quem, sendo homem crente, livre e de bons costumes, tiver este desígnio e estiver disposto a utilizar o método maçônico na busca do transcendente, é bem-vindo!
Esse pode estar ciente de que nada lhe é ensinado, mas tudo pode aprender.

Esse pode confiar que nada lhe é imposto, mas que de bom grado aceitará as regras de conduta que encontrará.

Esse pode e deve estar preparado para um longo, e difícil, e trabalhoso, percurso, mas verificará que nunca fará sua jornada só, antes e sempre acompanhado por seus Irmãos.

Esse pode ficar certo que começou o seu trabalho no momento em que foi iniciado e que só o terminará no momento da sua passagem ao Oriente Eterno.

Esse, se fizer bem e persistentemente o seu trabalho, tornar-se-á melhor, portar-se-á melhor, atuará melhor, em todos os aspectos da sua vida e será assim e só assim, por virtude, da sua melhoria, que será respeitado e poderá aspirar a influenciar os demais, quiçá na Política, porventura nos negócios, seguramente nas relações sociais, mas sobretudo nos corações de quem com ele privar.

Esse será solidário e benemerente, porque assim a sua condição de maçom, de homem justo e íntegro e interessado o levará a ser, com a naturalidade de quem respira e a discrição de quem dorme.

Esse, se fizer bem e persistentemente o seu trabalho, poderá aspirar a Conhecer, a conhecer o que ninguém lhe pode transmitir, a conhecer o que só ele pode intuir, a entrever o Divino, a espreitar o Sentido da Vida e da Criação. E, se o conseguir, vai entender que não conseguirá por palavras transmitir esse conhecimento a mais ninguém, apenas ajudar seus Irmãos a fazerem seus percursos para poderem aspirar a intuir, a entrever, a espreitar. E então perceberá que esse é o célebre segredo e o é devido à incapacidade humana de conseguir que deixe de o ser.

Esse, se fizer bem e persistentemente o seu trabalho, terá um lampejo de compreensão do significado da Vida e da Morte e não temerá esta e assim verdadeiramente cumprirá o que Camões cantou e será um d' "aqueles que por obras valorosas /se vão da lei da Morte libertando".

Esse, se fizer bem e persistentemente o seu trabalho, será, ainda que nunca nada mais sendo do que simples obreiro numa simples Loja, um verdadeiro Grão-Mestre, de si próprio, da sua consciência, de seu percurso iniciático.

Esse, ainda que nunca o tenha visto nem sentido, já usa o avental; os maçons limitar-se-ão a ajustar à sua cintura a peça visível.

Esse será o Aprendiz que eu, Mestre eternamente Aprendiz, jubilosamente ajudarei a evoluir e a tornar-se Mestre, certo que ele próprio também me ajudará a mim, Aprendiz em veste de Mestre, a dar mais um pequeno passo no meu sempre inacabado percurso.

Esse não terá a honra de ser admitido maçom; esse honrará os maçons ao consentir em se juntar a eles.


- Texto de Rui Bandeira (11.04.07)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Cinco motivos para NÃO SER Maçom


Meu principal objetivo quando decidi criar este blog foi o de desmistificar o misticismo tendo em vista o alto nível de desinformação, preconceito e informações erradas sobre esse assunto tão vasto, significativo e importante para todos os que decidiram pautar sua vida sob os preceitos místicos.
Encontrei esse artigo sobre a maçonaria e acredito que o autor tem o mesmo objetivo em relação a Maçonaria quanto o meu sobre o misticismo. Decidi postá-lo para os seguidores e leitores se informarem melhor sobre o assunto.
  





1. Influência política - Poder

Ao contrário do que muitos pensam, a Maçonaria - pelo menos a maçonaria Regular; e, mesmo quanto à Maçonaria Liberal, acho que são mais as vozes do que as nozes... - não tem mais influência junto do Poder Político do que qualquer outra instituição social. A única influência que a Maçonaria pode exercer é apenas de ordem moral, pelo exemplo dos seus membros através da aplicação dos seus princípios. Engana-se quem pensa que,  ao juntar-se à Maçonaria, terá acesso aos corredores do Poder...
Aliás, uma das coisas de que o maçom rapidamente se dá conta, dentro da Ordem, é que é muito mais abrangente a ilusão do Poder, do que este propriamente dito. Ao menos em ambiente democrático, cada um exerce apenas o Poder que os demais lhe reconhecem e admitam que exerçam.
Em Loja, o detentor do Poder, o condutor, o decisor, o que detém os símbolos do Poder é o Venerável Mestre. Pois bem: como todos os que já se sentaram na Cadeira de Salomão rapidamente verificaram, a função de Venerável Mestre é aquela em que, afinal, não se tem mais direitos do que o mais recente Aprendiz e se tem mais deveres do que os restantes Mestres.
Portanto, quem busca o perfume do Poder, procure-o noutro lado, não na Maçonaria. Aqui apenas aprenderá o cumprimento dos seus deveres.


2. Influência econômica - negócios e dinheiro


Quem pensar que a entrada na Maçonaria é uma porta aberta para obter contactos e negócios e o propiciar de condições para "subir na vida", pense outra vez, e pense melhor! Se for este o motivo que o faz desejar entrar na Maçonaria, poupe-se ao trabalho e às despesas. Dentro da Maçonaria fará os mesmos negócios que faria fora dela. O que todos lhe pedirão na maçonaria é que dê algo de si em prol dos outros. Dos demais receberá o que efetivamente necessite e os demais lhe possam dar, não o que deseje ou egoisticamente pense que lhe convenha. Os negócios da Maçonaria são de índole moral e espiritual. Quem deseje entrar no Templo tem que deixar os seus metais à porta deste.


3. Influência social - honrarias e reconhecimento


Na Maçonaria usam-se aventais e colares e jóias, é verdade. Mas o maçom considera tudo isso como meros penduricalhos. A única diferença entre o mais rico, bonito, bordado e colorido avental de Grande Oficial ou de Altos Graus e o simples avental branco de Aprendiz é que quem usa aquele pagou bem mais caro por ele do que o que usa este. Aliás, de todos os aventais que um maçom possa possuir, aquele que para ele tem significado é precisamente o primeiro, o mais simples, o avental branco de aprendiz. Esse é o que qualquer maçom, qualquer que seja o seu grau ou qualidade, pode sempre usar e simbolicamente deve sempre usar. Esse é o adorno que o maçom deve cuidar de manter sempre alvo e puro e, portanto, nunca conspurcado por ações censuráveis ou indignas.
O maçom gosta de usar a jóia de sua Loja, não porque seja bela ou valiosa, mas apenas e tão só porque é um dos símbolos de sua Loja e o seu uso demonstra a todos os seus Irmãos e o grupo fraterno que se entrega
O maçom usa colar quando exerce uma função, não porque lhe fique bem, mas apenas e tão só como distintivo de que a está exercendo. Em bom rigor não é o maçom que usa o colar; é o colar de função que usa o maçom...
Nem na sociedade profana o estatuto de maçom atribui qualquer privilégio que não o reconhecimento das eventuais qualidades de quem o seja, nem no interior da Maçonaria o estatuto social, profissional, acadêmico ou de fortuna diferencia um maçom de outro; o mais jovem aprendiz só tem uma maneira de se dirigir ao Muito Respeitável Grão-Mestre (apesar de formalmente lhe dar este tratamento): "meu Irmão"! E é esse mesmo o tratamento que recebe do Grão-Mestre.
Assim, aquele que porventura sonhe ser a maçonaria um local ideal para obter ou reforçar reconhecimento social, não se engane a ele, nem engane os maçons: abstenha-se de pretender ser maçom!


4. Beneficência - ajuda ao próximo

O bem intencionado que porventura procure na Maçonaria o instrumento para dar largas ao seu anseio de ajudar o próximo, de ser beneficente, se é essa a principal razão que o move, se é isso que vê na Maçonaria, também está enganado.
Não que a Solidariedade e a Beneficência não sejam prosseguidas pela Maçonaria. Claro que o são. Mas não é essa a razão de existir da Maçonaria. Não é por causa da Solidariedade e da Beneficência que a Maçonaria existe. A Solidariedade e a Beneficência são simples conseqüências de se ser maçom.
Em linguagem de "economês", por muito praticadas que sejam, a Solidariedade e a Beneficência não fazem, no entanto, parte do "core business" (essência) da Maçonaria.
Em linguagem de "industrialês", por muito importantes que sejam, a Solidariedade e a Beneficência são simples subprodutos da Maçonaria.
Portanto, se são a Solidariedade e a Beneficência que atraem o bem intencionado, e nada mais, e não essencialmente algo mais, então o melhor que o bem intencionado tem a fazer é dar largas ao seu anseio através de outras organizações especialmente vocacionadas para isso. A Ajuda de Berço é uma boa opção. A Cruz Vermelha, também. Os Bombeiros, idem. O Banco Alimentar contra a Fome, a mesma coisa. E muitas mais organizações há que têm na Solidariedade e na beneficência a sua razão de ser. E , mesmo sem se juntar a qualquer organização, certamente na sua rua ou na sua localidade encontrará alguém que necessita da sua ajuda. Dê-lha!

5. Curiosidade - conhecer o "segredo maçônico"


Se é a curiosidade que o faz desejar ser maçom, não se iluda: naquilo que ela pode ser satisfeita, não precisa de ser maçom para o saber.
Quer conhecer as palavras de reconhecimento mútuo dos maçons? Por quem é, não seja por isso, arme-se de um pouco de paciência, leia uns livros, encontre umas obras onde estão transcritos rituais antigos e faça favor! Nunca ouviu dizer que os maçons preservam a Tradição? Então, basta tirar a conseqüência: o que se fazia antigamente continua válido agora... Mas, o quê? Ser maçom só para tomar conhecimento dessas palavras sem ter de ter o trabalho de procurar? Meu caro, a Preguiça é um Pecado Mortal... Se é só por isso que quer ser maçom, os maçons não querem preguiçosos no seu seio... E - acredite em mim! -, garanto-lhe que vai ter muito mais trabalho e demorar muito mais tempo para tomar conhecimento dessas palavras, grau por grau, do que se ler nos livros certos. Está tudo publicado!
Quer conhecer os sinais secretos dos maçons? Mau caro, o You Tube preenche-lhe o anseio! Siga este atalho e ei-los, não ao vivo e a cores, mas em filme e a preto e branco! Não lhe garanto que tudo o que vir esteja certo, mas posso afirmar-lhe que algo do que vir o está...
Portanto, caro curioso, se é a curiosidade que o move a ser maçom, esqueça! Tem outros meios de a satisfazer!
E, afinal, se o que pretende é apenas conhecer como pensam, o que fazem, de que tratam, os maçons, nem sequer precisa de se incomodar muito: basta-lhe ir lendo o A Partir Pedra...


In Blog "A Partir Pedra" - texto de Rui Bandeira (10.04.07)

domingo, 2 de janeiro de 2011

SOBRE A NECESSIDADE DAS RELIGIÕES E ORDENS INICIÁTICAS



Foi com muita alegria que completei no último dia 23, o primeiro mês (espero que de muitos) o meu ingresso a blogsfera com a criação do blog Por Entre os Pilares. Nestes 30 dias foram contabilizados pouco mais de 300 acessos, 3 comentários e alguns emails me parabenizando pela iniciativa. Hoje peço licença a vocês leitores e seguidores pela informalidade do texto para esclarecer um ponto ainda obscuro para alguns. Constantemente sou questionado sobre a utilidade de fazer parte de uma Ordem Iniciática (já me perguntaram até se isso dá dinheiro!). Pergunta feita muitas vezes por religiosos fanáticos, religiosos desinformados e algumas poucas vezes por ex-membros de Ordens Iniciáticas (os que não aprenderam nada). Muito bem! Expliquei o conceito de Misticismo e suas características nas postagens anteriores e acredito que foram bem entendidos. A pergunta é; por quê ingressar em uma Ordem Iniciática se Jesus disse que é o Caminho, a Verdade e a Vida? Tem também, não é melhor estudar somente os Evangelhos? Sem querer polemizar, mas tendo certeza que o farei acredito que se todos nós tivéssemos capacidade suficiente para entender e vivenciar os mandamentos do Cristo, a Bíblia Sagrada seria reduzida a um só mandamento “Amai o teu próximo como a ti mesmo”. Porque se nos amassemos, amaríamos e respeitaríamos o próximo como a nós mesmos, não julgaríamos o próximo como julgamos a nós mesmos, perdoaríamos a quem nos tem ofendido se perdoássemos a nós mesmos, não mataríamos o próximo como matamos a nós mesmos (nos matamos diariamente quando desistimos dos nossos sonhos, desistimos de ser nós mesmos para agradar o namorado(a), marido/esposa ou qualquer outra pessoa que se nos amasse nos aceitaria do jeito que somos).
Por tanto meus caros, temos que entender que somente o amor pelo Pai e por nós mesmos poderá retirar o véu simbólico da ignorância. Isto feito conheceremos a verdade que nos liberta, não só na teoria mas também na prática. Não necessitaremos dessa diversidade de religiões, ordens iniciática e afins. Nesse dia, haverá somente A Religião, com o objetivo pelo qual foram criadas todas as religiões, religar (reintegrar) o homem ao Deus do seu coração. Será um novo tempo em que não precisaremos mais de caminhos para chegar ao Pai porque as orientações do Deus do nosso coração será o caminho, a verdade e a vida.
Mas enquanto estivermos vazios de Ágape, o amor puro e verdadeiro, continuemos todos com as nossas religiões, parafernálias mágicas como querem alguns e as Ordens Iniciáticas.
Comentários!!!
Que a divina Sophia nos ilumine sempre.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

CARACTERÍSTICAS DO MISTICISMO

 O escritor Rufus Jones, no seu livro “The Trail of Life in the Middle Years” diz que a característica essencial do misticismo é “a realização da convicção pessoal do indivíduo de que espírito humano e Espírito divino finalmente se encontraram, descobriram-se e estão em correspondência mútua e recíproca como espírito com Espírito”.

Como explicado anteriormente o Misticismo é um mergulho na realidade espiritual em busca da reintegração com o Todo. Esse processo envolve toda uma sistemática, uma seqüência de ações para se chegar ao objetivo almejado.
Explicarei um pouco sobre os elementos dessa sistemática iniciando pelos RITUAIS;

Para os que não tem familiaridade com o seu significado, pode parecer que rito e rituais não passam de um pequeno teatro sem sentido. Nesse ponto a ignorância zomba de si mesma. Os rituais transformam por alguns momentos os ideais espirituais do místico em atos e objetos para representá-los objetivamente.
Os conceitos e crenças do místico são uma coisa, mas o método para experimentá-lo é outra bem diferente. Deparemos então com o realismo de nossa existência dual. De um lado a percepção de uma existência física e mortal, do outro a percepção do mundo inferior com o êxtase que ele proporciona. O elo que uni a percepção física e o mundo interior é conhecido como Self ou alma.

O ELEMENTO PSÍQUICO

O elemento psíquico é o próprio Self. No passado o Self era conhecido como a natureza interna do homem.
 Essa infusão psíquica é considerada pelos místicos a mais elevada força divina que agi no ser humano.

A PERCEPÇÃO PESSOAL

Outra característica do misticismo é que a experiência mística é sempre individual e de característica imediata onde o Self deve perceber diretamente sua relação total com a Unidade Cósmica. Resumidamente, só quando a conhecermos é que temos a Unidade Mística. E o indivíduo só consegue conhecer através de sua harmonização e atenção aquele Todo que ele concebe.
Muitos místicos renomados do passado foram seguidores devotados de seitas religiosas tradicionais. Num primeiro momento isso parece uma contradição dada as qualificações de um místico, e como as crenças tradicionais tem seus cleros, sacerdotes, quer dizer indivíduos que são considerados bem versados em seus dogmas e igualmente evoluídos, atuando como intermediários entre Deus e os adeptos dessas religiões. No entanto, uma leitura atenta da vida desses místicos revela que o clero não teve participação direta em suas experiências místicas.
Os grandes místicos que participavam da vida religiosa da sua comunidade eram estudantes ardorosos das escrituras sagradas com base nas suas crenças particulares e tiravam proveito da inspiração criada pela retórica e pelas pregações realizadas por esses religiosos.
Isso tudo serviu de incentivo para que eles alcançassem pessoalmente a necessária iluminação para atingir seus objetivos espirituais.

A FINALIDADE DO MISTICISMO

A finalidade real da unidade mística é a busca da proximidade com a Fonte Criadora de tudo que existe. O verdadeiro místico é aquele que percebe que o Self (alma) é o elemento de integração dos níveis de consciência e percepção.
 Todo místico deve trabalhar incansavelmente para subir os degraus da escada evolutiva da sua consciência, não apenas para alcançar os estados mais elevados de consciência, mas para regenerar os níveis inferiores da mente através de um influxo momentâneo que chamamos de Iluminação Cósmica.

Próxima postagem: O ESTUDANTE DE MISTICISMO

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DO NATAL

Postado em 16/12/2010
Origem do Natal e o significado da comemoração
O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

A Árvore de Natal e o Presépio
 Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

O Papai Noel : origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa do Papai Noel 

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países

- Alemanha (Weihnachtsmann, O "Homem do Natal"), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, "Homem do Natal), POrtugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

MISTICISMO


Antes de apresentar a minha definição pessoal sobre o termo Misticismo, termo esse tão vilipendiado, menosprezado, incompreendido pelos incautos e céticos com necessidade de auto-afirmação, apresentarei primeiro o que o misticismo não é;
Misticismo não é a busca desenfreada por poder.
Misticismo não é um conjunto de passes mágicos onde você pronuncia nomes que ninguém entende (nem mesmo você), movimentos de braços fazendo desenhos de pentagramas no ar para trazer do nada alguma coisa para satisfazer seu ego exibicionista.
Misticismo não é invocação de demônios, pacto com seres maléficos, bodes, cabras, marreco, periquito ou borboleta.
E de uma vez por todas NÃO HÁ INVOCAÇÃO DE ESPÍRITOS.

O misticismo é um mergulho na realidade espiritual, é um meio que tem a união com Deus de nosso coração e da nossa compreensão como meta final. Reintegrar ao Criador é a meta, isso por si só explica o que é o misticismo. Sem passes de mágica, sem exageros, nomes incompreensíveis ou absurdos.

Essa palavra muito usada hoje em dia serve de desculpa para muitas formas de ocultismo, transcendentalismo difuso, simbolismo insípido ou metafísica medíocre.
Cabe a todo estudante sério devolver essa palavra ao patamar a que lhe pertence, o de ser considerada ciência e arte da vida espiritual.

A palavra misticismo propriamente dita, vem do grego mystes. Designa uma pessoa admitida a uma gnose ou ao conhecimento das realidades da vida e da morte.
Por meio de suas técnicas o místico busca respostas para “conhecer a si mesmo” e para o desenvolvimento de suas faculdades psíquicas adormecidas.

Considero o misticismo como a expressão da inclinação inata da consciência humana, uma harmonia de ordem transcendental. Qualquer que seja formula, mesmo as teológicas podem ser usadas para exprimir essa ordem.

O verdadeiro místico estuda as Leis Divinas, aplica-as no seu dia a dia, dominando sua vida, alcançando sua finalidade na experiência da “União Mística”. A essa finalidade denominamos Deus na cristandade, Alma Universal no panteísmo ou do Absoluto na filosofia. O desejo de alcançar essa união e o movimento em sua direção é realizado por meio de um processo disciplinar sincero, contínuo e rigoroso, não uma mera especulação intelectual.

Desta forma, o misticismo se distingue da religião por referir-se à experiência direta e pessoal com o Criador, sem a necessidade de intermediários ou de uma Teologia.
A crença que tal experiência é uma fonte importante de conhecimento, entendimento e sabedoria.

O misticismo explica que o homem tem uma existência física e o que ele deve fazer para que essa existência mereça ser vivida. E é nesse sentido que o misticismo torna-se um estudo prático.


Paz Profunda e que o Divino Reparador dos mundos nos proteja sempre.

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