segunda-feira, 6 de agosto de 2012

REENCARNAÇÃO (PARTE 1)



Oito meses se passaram desde minha ultima postagem de fato no blog, muita coisa passou, muitos sentimentos voaram de um lugar ao outro. Tudo seguiu seu rumo como deveria ser.
Passei dias pensando no que escrever, isso mesmo escrever, ainda sou fã da boa e velha pena deslizando suavemente sobre o papel virgem, enquanto minha mente viaja para muitos lugares e contando estórias que talvez eu tenha vivido ou ainda viverei, o que me leva a crer que não me resta nada, além do deleite de passar para o papel tudo que me é apresentado.
Apesar do stress cotidiano, sou um aprendiz de escritor, e como tal preciso de inspiração, motivação ou qualquer coisa que valha a pena criar, que me faça sentir aquela velha coceira nos dedos, e o sentimento irrefreável de buscar a caneta, o teclado, o teto do quarto para onde fogem os olhares, deitado esperando o sono dominar o corpo. Impossível registrar tudo, às vezes até impossível de pensar em tudo o que vem à mente.
Certos sentimentos vão e voltam como aquela musica que você passa meses sem ouvir após enjoar de tanto tocar e de repente volta à mente, toca num carro que passa, invade a mente e devolve o velho sentimento, agora sob a roupagem da nova pessoa, uma nova interpretação, uma nova lição. Nessa postagem vou mostrar o que aprendi como estudante rosacruz sobre reencarnação, consciente de que o que sei e escreverei, não é nada, comparado a grandeza do assunto. Começo citando Talhard de Chardin quando disse; “somos seres espirituais tendo experiências humanas e não seres humanos que de vez em quando tem experiências espirituais”, somos sim, espíritos ou personalidades-alma vivendo outra etapa de vida nesse conjunto de experiências chamada vida.
Desde que iniciei meus estudos na área da metafísica, bem antes de conhecer o rosacrucianismo, a crença na reencarnação sempre esteve presente na formação dos conceitos e ideias que tenho hoje. Acredito que estamos em um processo de evolução espiritual com o objetivo de nos unirmos novamente a Deus, e as diversas experiências que vivenciamos nesse mundo nos levarão a concluir esse processo. Acreditar na reencarnação é acreditar na evolução!
Por definição o termo “reencarnação” significa “reviver em um novo corpo”. Esse princípio indica que a alma de cada ser humano pode se reencarnar e conhecer uma nova vida aqui na terra.
A mesma dificuldade que tem os céticos de entender como alguém pode acreditar na reencarnação, tenho eu em entender como alguém pode não acreditar. Os céticos negam a natureza espiritual do homem e só reconhecem a realidade dos fenômenos perceptíveis por meio dos sentidos objetivos. Quer dizer, só acreditam no que veem ou no que podem explicar. Já deixei um cético engolindo seco quando diante da argumentação de que ele só acredita em fatos, perguntei se o amor que ele sente por sua esposa não passa de um simples fato biológico.
Voltando ao tema, a exceção do Hinduísmo e do Budismo, a maior parte das religiões ensina que a alma se encarna uma única vez, indo para o além. Se ela se comportou bem e nunca se afastou da fé, é admitida diretamente no paraíso e conhece a felicidade eterna na companhia dos anjos e das hostes celestiais. Se cometeu alguns erros menores e arrependeu-se antes de morrer, o indivíduo vai ser recebido no céu após passar algum tempo no purgatório, para expiá-los e se purificar. Particularmente nunca aceitei essa argumentação pelo fato de que a vítima é excluída do processo. Veja bem, se eu matar, roubar, cometer algum tipo de violência seja de que natureza for durante a vida, eu só preciso me arrepender do fundo do coração para ser perdoado. Muito bem, e a vitima? Como fica a situação da vitima? Isso reforça a ideia de muita pessoas que eu conheço que ao sofrer algum tipo de injustiça evoca a justiça de Deus dizendo que ela nunca falha. Porém quando essa mesma pessoa prejudica outra ela esquece essa justiça e passa a acreditar numa cegueira divina, pensando que suas atitudes serão ignoradas pelas Leis Kármicas. Não é fácil admitir um ponto de vista que mostra que cometendo alguns erros menores e arrependendo-se antes de morrer você pode ser recebido no céu após passar uma temporada no purgatório, para expiá-los e se purificar. Mas se essas faltas tiverem sido muito numerosas ou muito graves o pecador vai para o inferno sofrer uma danação eterna.
Baseando-me nos ensinamentos rosacruzes, posso dizer que essa concepção antropomórfica da vida póstuma é completamente equivocada e da uma ideia falsa e bastante fantasiosa do destino humano. Ela apresenta Deus como um Juiz impiedoso, sem a menor clemência pelos “pecadores”. Como entender Deus que é amor e misericórdia como pregam as instituições religiosas e ao mesmo tempo intransigente e inflexível.
A maior parte das religiões não inclui a reencarnação em seus ensinamentos, porém alguns textos religiosos referem-se a ela de forma velada e alguns até de maneira explicita. Uma pesquisa mais apurada dentro da Tradição Cristã e bem conhecida pelos historiadores mostra que a palavra reencarnação foi substituída por “ressurreição do corpo” no ano de 533 especificamente no Concílio de Constantinopla. Segundo essa crença “os justos sairão de suas tumbas e ressuscitarão dentre os mortos após o Julgamento Final”. Quanto aos ímpios “serão pó até o final dos tempos”. Convenhamos, é difícil admitir que corpos enterrados ou cremados a anos até mesmo a milênios possam se reconstituir e viver novamente na Terra. Esse retorno é incompatível com as leis naturais e de nada serviria para a nossa evolução. Digo até que é contrária a evolução, pois as almas sairiam do paraíso para viver no plano terreno.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

SÃO PEDRO

Pedro, cujo nome era Simão, era natural de Betsaida, povoação na Galiléia, às margens do lago de Genesaré, também conhecido como mar de Tiberíades. Era filho de Jonas e pescador de profissão. Tinha, juntamente com seu irmão André e com Tiago e João, filho de Zebedeu, uma pequena frota de barcos pesqueiros. Como as pescas eram temporárias e os pescadores do mar da Galiléia tinha tempo livre durante a baixa estação, presume-se que foi durante um desses períodos que André, indo ao encontro de João batista no rio Jordão, encontrou Jesus. "vi o messias", disse André ao irmão. E Simão, que tinha um temperamento vivo e ardente e era muito religioso, não sossegou enquanto André não o levou até Jesus.

Simão era de temperamento autoritário, impulsivo, sempre entusiasmado embora às vezes desanimasse com facilidade. Mas era também franco, bondoso e extremamente generoso. E Jesus, que era um exímio "conhecedor" de homens, após olhar longamente para ele diz: "a partir de hoje você vai se chamar Pedro". Mudar o nome para outro mais significativo era freqüentemente mudar de orientação e de modo de viver. E foi assim que Simão, o pescador da Galiléia, deixou para trás toda uma história de vida e iniciou outra vida e uma nova história: agora não mais como Simão, mas como Pedro, o pescador de homens.

É verdade que Pedro publicamente renegou a Jesus por três vezes. Mas é verdade também que por várias vezes publicamente professou sua fé. "aonde iremos, senhor, se só tu tens palavras de vida eterna?" "tu é o cristo, o filho do deus vivo". "senhor, tu sabes que te amo".

Pedro era a pessoa chave no grupo dos doze e em várias ocasiões Jesus o distinguiu com um favor especial. É quase certo que esteve presente nas bodas de Caná. Foi testemunha da gloriosa transfiguração do senhor, no monte Tabor; e foi ele que, em companhia de João foi encarregado de preparar o cenáculo, para a celebração da páscoa ou a última ceia.

Quando Jesus foi preso, apenas Pedro, em companhia de João, teve a coragem de segui-lo. Reconhecido, porém, como um dos discípulos, negou que conhecesse tal homem. Mas nem essa tríplice negação, chorada amargamente por ele, nem a dor e o arrependimento, traduzidos num copioso pranto, diminuíram sua confiança e seu amor ardente pelo mestre. Também o mestre não diminuiu sua ternura pelo discípulo que lhe era tão caro. Ao contrário, demonstrou-a claramente nas perguntas que lhe dirigiu junto ao mar de Tiberíades poucos dias antes de sua ascensão: "Pedro, tu me amas?". E após a resposta afirmativa, com estas palavras "apascenta meus cordeiros", Jesus o confirmou no primado da igreja e lhe entregou todo o rebanho.
Depois de muitas labutas e sofrimentos, depois de entregar e empregar a vida em fazer o mundo conhecer e amar a Jesus cristo, depois de contribuir para estabelecer a igreja em todo o universo, Pedro viu finalmente chegar o seu fim na terra. Corria o ano de 64 e ele se encontrava encarcerado. Tiraram-no do cárcere e o levaram para ser crucificado mas ele conseguiu que os carrascos o pregassem na cruz de cabeça para baixo porque não se achava digno de ser tratado como seu divino mestre.
A festa de são Pedro, juntamente com a de são Paulo, foi colocada no dia 29 de junho provavelmente para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que comemorava nesse dia a festa dos mitos Rômulo e Remo, considerados os pais da cidade de Roma.
Hoje São Pedro atende pelo nome de Bento XVI e é ele o representante oficial de Jesus Cristo na Terra, o responsável por apascentar os Seus cordeiros.

Fonte: Brasil Escola

sexta-feira, 22 de junho de 2012

SÃO JOÃO BATISTA - O SANTO FESTEIRO


São João Batista nasceu em Junho, precisamente no dia 24 de Junho. Em um cenário tão controverso, surge um homem simples, amigo do deserto, e com uma importantíssima missão: preparar o caminho para a chegada do Messias.
Diz a história bíblica, que na antiga Judéia,as primas Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas. Como moravam distantes, elas combinaram, que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade, acendendo uma fogueira em frente à própria casa. Santa Isabel cumpriu a promessa quando do nascimento de seu filho, João batista. Até hoje as fogueiras são acesas na tarde de 24 de junho, acompanhadas de foguetórios, jogos, prendas, e bailes. É a fogueira mais tradicional. Tem a base redonda, como se fosse uma pirâmide.
João era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo. Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias, “estrecendo de alegria” na presença de Maria, quando esta ia visitar a prima Isabel. O evangelho de São Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó. Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo.
Crítico da hipocrisia e da imoralidade, São João Batista foi decapitado por capricho de Salomé, enteada de Herodes. João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu, é considerado o protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita. (fonte: SGARBOSSA, Mario e GIOVANNI, Luigi – Um Santo para cada dia, São Paulo, 1983, 9a. ed.).
Na tradição peleo-cristã existe um personagem que se relaciona particularmente com o fogo, e com o simbolismo do cordeiro – Ram ou Rama – que é São João Batista. Devemos notar, que é com signo do carneiro, que se dá início ao ano astrológico, justamente no equinócio da primavera, ponto anual no qual o Sol Espiritual “nascido” na noite de 24 de dezembro e está apto, durante seis, a dispensar a sua ação benéfica em termos tangíveis, palpáveis (sementeiras e colheitas, alegria, calor, etc.) sobre os homens e suas obras.
Podemos talvez dizer que é ele mesmo, João Batista – e não Jesus – o próprio Agnus Dei (o Cordeiro de Deus), portador e síntese da tradição judaica mais pura, que ardia entre os Essênios, antes do novo impulso que seria à civilização, pelo Avatara de Jeoshua Bem Pandira, designado o Cristo.
Sacrificado por degolação, o valor simbólico e filosófico de João Batista é muito importante, e ultrapassa completamente o dogma católico: João batizava os seus adeptos com água (ou seja, utilizando um símbolo material), mas afirmava, que o que viria depois dele “batizaria com fogo”, diríamos, envolvendo os discípulos com uma poderosa aura, ou impacto relativo ao Mundo das Causas, o Alaska, etc., etc., ou Espírito Santo.
Na comunidade religiosa da igreja católica os missionários de São João batista, ou seja, seus membros (sacerdotes ou leigos) consagram a sua vida a Cristo, através dos votos de castidade, obidiência, e pobreza. Numa atitude de acolhimento e de disponibilidade como Maria, alicerçados no Cristo da Eucaristia, os missionários de São João Batista devem tornar-se para os homens de hoje, sinais do Reino, e anunciar os caminhos do senhor a exemplo do seu padroeiro.
Deste modo, o simbolismo de “Yohanan” (João em hebarico) ganha, com os séculos, uma poderosa força, que é cultivada por várias correntes gnósticas até chegar à idade média, na qual hospitalários, e templários, desde a sua origem, invocam João Batista para seu patrono. E os mestres construtores da época, igualmente, de modo que ainda hoje os maçons, identificam, as suas lojas como “de São João”.
São João, o fogo e o solstício de verão, no hemisfério norte, estão, então, indissoluvelmente ligados com uma ação, um trabalho essencialmente transformador, no qual o “Fogo Sagrado” agirá, quer como agente hermético-alquímico, quer como condição necessária para o trabalho com os metais – vejam-se os vários mitos maçônicos relativos ao Mestre Hiram,e à construção do Templo de Jerusalém – quer como inteligência criadora, criativa, genial, avessa a qualquer Avatara, porque compartilha desse “mesmo Fogo Divino”, aquele que não reconhece poder na Terra superior a Deus...
João Batista é o ínico santo, além de Virgem Maria, de quem a liturgia celebra o nascimento para o Céu, celebrando o nascimento segundo a carne.
A liurgia festeja no nascimento de São João batista, a “Aurora da Salvação”, o aparecimento neste mundo do Precursor do Messias. O nascimento do Precursor, seis meses antes do nascimento de Jesus, participa da grandeza do mistério da encarnação, que ele anuncia. Isso se deve, certamente, à missão única que, na história da salvação, foi confiada a esse homem, santificado, no seio da sua mãe, pela presença do Salvador, que dirá mais tarde: “Que fostes ver no deserto””... Um profeto? Sim, Eu vos digo, é mais do que um profeta. Esta é aquele de quem foi dito: “Eis que envio a tua frente o meu anjo,m que preparará Teu caminho diante de Ti”, pois “Eu vos digo, que entre os nascidos de mulheres não há ninguém maior do que João”. Mas, o que é menor no Reino de Deus é maior do que ele”. (Lc7, 24 a 28).
Foi, pois, o maior entre os profetas, porque pôde apontar o “Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo” (Jô 1, 29-36). Sua vocação profética desde o ventre materno, reveste-se de acontecimentos extraordinários, repleto s de júbilo messiânico, que preparam o nascimento de Jesus. (cf Lc 1, 14-58).
Profeta do Altíssimo, João Batista é prefigurado por Jeremias: - “antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei, e te constituí profeta entre a s nações” (Jer 1, 4 – 10).
São João Batista foi consagrado desde o seio materno, para anunciar o Salvador, e preparar as almas para a sua vida.
Anel de ligação entre a antiga e nova aliança, João foi acima de tudo o enviado de Deus, uma testemunha fiel da luz, aquele que anunciou Cristo, e O apresentou ao mundo. O Batismo de penitência, que acompanha o anúncio dos últimos tempos, é figura do batismo, segundo o Espírito (Mt 3, 11). Profeta por excelência, a ponto de não ser uma senão uma “voz” de Deus que clama, ele é o precursor imediato de Cristo: “vai à Sua frente, apontando, com sua palavra e com o bom exemplo de sua vida, as condições necessárias para receber a salvação”.
A solenidade do Precursor é um convite para que reconheçamos a Cristo, Sol que nos vem visitar na Eucaristia.
Filho dos personagens bíblicos Isabel e Zacarias, João Batista foi quem batizou Jesus Cristo com a s águas do rio Jordão, rio que hoje é a fronteira natural entre Israel e Jordânia, e entre este País e a Cisjordânia.
Diz o capítulo 1 do Evangelho de São Lucas, que a Mãe de João Batista era Prima da Mãe de Jesus, Maria, o que tornava João, primo em segundo grau de Cristo.
João Batista é descrito na Bíblia como pessoa solitária, que vivia no deserto, e comia gafanhotos e mel. O caminho desse homem estranho, e recluso, mas profeta de grande popularidade, cruzou com a da família real na época, a do rei Herodes Antipas, da Galiléia.
João condenou publicamente o fato do rei ser amante da própria cunhada, Herodíades. Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja.
A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo. É que foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus. Apesar de descrito como um homem solidário, o povo se encarregou de criar o mito de que São João Batista adora uma festa barulhenta. No entanto, ele costumava dormir, justo na noite de sua festa, 24 de junho.
Se o estrondo dos fogos de artifício for alto, e for forte o clarão das fogueiras, o Santo acorda, e festeiro que é, desce à Terra para comemorar. Mas nesse caso, diz a tradição, existe o sério risco do mundo acabar pelo fogo.
Que fim levou a fogueira?
Foi engolida pelo progresso. Com o crescimento das cidades, as comemorações de São João migraram para as escolas, ou parques públicos. No interior, as festas de rua continuam mobilizando as comunidades, que preservam danças, costumes, e comidas milenares da tradição cristã.
Uma tradição que nasceu antes de Cristo. Queimar fogueiras, naquela época, significava, saudar a chegada do verão, e apenas no século VI, o catolicismo associou as comemorações pagãs ao aniversário de São João Batista.
Os portugueses no século XIII incluíram São Pedro, e Santo Antônio, e no Brasil, a data é celebrada desde 1583. De lá para cá, porém, as fogueiras juninas rarearam tanto, que é preciso descobrir onde elas vão queimar nas noites de 24 de junho.
Cada estado brasileiro brinda o nascimento do Santo católico a seu modo. Existe uma grande confusão com o culto ao caipira. No Rio Grande do Sul as festas geralmente preservam os trajes típicos do estado, em oposição ao tradicional chapéu de palha, e roupa emendada do folclore paulista. No nordeste, a música é o forró.
As grandes cidades acabaram engolindo os festejos de São João, que cada vez mais ocorrem em recintos fechados, pois não é seguro se fazer festa na rua, por falta de segurança, e problemas de transito.
A cidade grande retira um pouco da referência de comunidade. Isto vale para qualquer festa popular aberta. A realidade no interior, porém é outra, onde a receptividade é mais forte e mantém viva, esta tradição.
Oração a São João Batista
São João Batista, voz que clama no deserto: “Endireitai os caminhos do Senhor...fazei penitência, porque nomeio de Vós está quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão Daquele que Vós anunciastes com estas palavras: “ Eis o Cordeiro de Deus, eis Aquele que tira os peca do mundo”. São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós. 
Fonte: http://www.reocities.com/doceara1/SJoaoBat.htm

terça-feira, 5 de junho de 2012

SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA

Santo Antônio de Pádua (Pádua é o local onde morreu) ou Santo Antônio de Lisboa (Lisboa é onde nasceu), na verdade, tinha o nome de batismo de Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo (ou Fernon Martin di Bulhon y Tavera Azeyedo). Filho de Martim de Bulhões e Maria Teresa Taveira Azevedo, ele nasceu em 1195.
Aos quinze anos entrou para um o colégio dos cônegos regulares de Santo Agostinho (Lisboa) e, em apenas nove meses, aprofundou tanto o estudo da Sabrada Escritura que chegou a ser chamado de “arca do Testamneto”, por Gregório IX. Impressionado pelo fato de cinco franciscanos terem sido martirizados no Marrocos, onde evangelizavam infiéis, Fernando decidiu seguir seus passos, ingressando para o convento franciscano de Santo Antônio de Coimbra, tomando também para si o nome do patrono e santo abade (Antônio Olivares).
Chegando a Marrocos, Antonio pode ficar apenas alguns dias. Uma enfermidade o obrigou a retornar, mas, durante a viagem, um acidente arrastou a embarcação para o Sul da Itália, onde foi acolhido pelos frades de Messina. Participou do capítulo geral da Porciúncula (das Esteiras) em 1221, onde pôde ver São Francisco. Foi admitido na província franciscana da Romagna, onde foi ordenado sacerdote (em Forli) e se revelou grande pregador.
Era um pregador culto e apaixonado, conhecido pela sua devoção aos pobres e pela habilidade para converter heréticos.
Ele combatia vigorosamente do púlpito as injustiças e desordens sociais, a exploração dos pobres pelos usuários e a má vida de certos setores do clero. Viajou em muitas regiões da Itália setentrional e, por três anos, andou pelo sul da França, onde se encontrava o foco das heresias. Voltando para a Itália (1227), atingiu o ágüe em sua última pregação, em Pádua, na Quaresma de 1231, tratando predominantemente de temas sociais.
O "Livro dos Milagres" (escrito entre 1367 e 1374) afirma que o santo morreu em Pádua, aos 36 anos. Era o verão de 1231. Ele pediu para ir a Camposampiero, a 18 Km da cidade, um eremitério doado pelo conde Tiso VI, grande amigo e benfeitor dos frades. Ali, o santo lusitano encontrou repouso e tranqüilidade, apesar dos problemas decorrentes de uma asma e hidropisia (médicos modernos também acreditam que ele tinha diabetes). Nesse eremitério, havia uma grande nogueira. Não se sabe o motivo ou o significado, se simbólico ou não, mas Frei Antônio pediu ao Conde Tiso que lhe construísse uma cela em cima da nogueira. Aí, nesta cela-ninho, ele teria tido a visão do Menino Jesus. Ficou nesse local poucas semanas e, no dia 13 de junho, morreu no Conventinho de Arcella, periferia de Pádua.
Sua fama de pregador e milagroso era tanta que, dez meses após sua morte, foi elevado às honras dos altares e mais tarde recebeu o título de Doutor da Igreja. Seu sepulcro, na Basílica de seu nome em Pádua, é um centro de peregrinações.
Sua Basílica é o principal monumento de Pádua e uma das principais obras-primas de arte do mundo. Foi iniciada em 1232, possui 115 de metros de comprimento, 38 metros de altura chegando a 68 com a torres, é rodeada por 8 cúpulas e o seu interior é construído em forma de cruz latina.
Em 1981, com a autorização de João Paulo II, foi efetuado um reconhecimento do corpo de Santo Antônio, após 750 anos de sua morte. O primeiro reconhecimento, em 1263, revelou seus restos mortais em excelentes condições, recolhidos numa pequena urna.
Foi encontrado também o aparelho vocal intacto: a língua e as pregas vocais, assim como, os restos da túnica que estavam ao lado dos ossos e as duas caixas antigas com panos da época.
É de Santo António o recorde de canonização da Igreja Católica. Ele foi declarado santo em menos de um ano após a sua morte, em 30 de Maio de 1232. Foram apenas 11 meses e 17 dias.
Ele é o santo padroeiro da cidade de Pádua e, em 1934, o Papa Pio XI proclamou-o segundo padroeiro de Portugal, a par de Nossa Senhora da Conceição. Depois, em 16 de Janeiro de 1946, o Papa Pio XII juntou o seu nome à lista dos Doutores da Igreja Católica.
(foto da Basília de Santo Antônio, em Pádua, Itália)
fonte: www.santoantonio.org.br

terça-feira, 29 de maio de 2012

A MAÇONARIA NÃO DEVERIA EXISTIR


deldebbio| 29 de maio de 2012

Autor: Ir.’. Márcio Aguiar
Esta história foi narrada, por um Irmão Maçom desconhecido… 
 
Dia desses fui acompanhar a sindicância de um menino de 14 anos, pretendente a ser iniciado na Ordem DeMolay no Capítulo do qual faço parte. Estávamos em um grupo de 4 pessoas para esta sindicância. Além de mim, iam meu filho e mais dois DeMolays.
Chegamos à casa do menino e a sindicância começou como começam todas as sindicâncias, os DeMolays explicando ao candidato o que é a Ordem, como ela se iniciou seus preceitos, as virtudes que são cultuadas, etc., etc…Na minha posição de Tio eu só escutava as explicações, acompanhava as perguntas curiosas e as respostas bem fundamentadas.Porém, eu percebia que o candidato ficava incomodado com as respostas e acabava questionando com mais ênfase determinados pontos até que ele perguntou:“- Ok, vocês me explicaram que a Ordem DeMolay prega o respeito a Pai e Mãe, quer que sejamos cidadãos patriotas, tolera e respeita todas as religiões e etc., mas eu não preciso ser DeMolay para fazer isso, pois isso é que meus pais têm me ensinado desde pequeno. Então, por que eu precisaria ser iniciado na Ordem para continuar fazendo o que eu já faço?”
Se não fosse a seriedade do momento teria sido engraçado, pois tanto meu filho quanto os outros dois DeMolays ficaram com aquela cara de “putz, é verdade, eu não tinha pensado nisso. E agora, o que eu respondo?”.
Aí todo mundo olhou para mim, esperando uma ajuda na resposta e eu fui obrigado a dizer algo. Mas eu acho que eles não esperavam a resposta que eu dei.
Disse assim:
“- Sabe, eu já me fiz essa pergunta algumas vezes e só pude concluir uma coisa: A Maçonaria não deveria existir, assim como a Ordem DeMolay também não deveria existir”.
Nossa!!! a cara de pânico dos meninos era hilária. No mínimo eles pensaram “Este cara ficou doido. A gente vem tentar trazer mais um membro para nossa Ordem e ele diz que ela deveria acabar? Ele deve ter ficado maluco”.
Aí eu tive de continuar a explicar minha “teoria”:
“- Na verdade as pessoas não deveriam precisar ser lembradas a todo o momento que elas devem ter respeito pelo seu país, sua família ou ao próximo. Aliás, deveria ser a coisa mais normal do mundo nós nos reunirmos para arrecadar fundos para ajudar um orfanato. Aliás, mas, aliás, mesmo, se o mundo fosse diferente, nem deveriam existir orfanatos, pois não deveriam existir crianças abandonadas pelos pais.
Nós deveríamos sair à rua e não deveria ser normal querermos brigar com o motorista de outro carro por causa de uma vaga para estacionar.
Ninguém deveria desconfiar da honestidade de outra pessoa, porque a desonestidade não deveria existir.
Eu não deveria colocar portões na minha casa e me fechar dentro de uma gaiola para evitar ser assaltado, porque a violência não deveria existir.
Ninguém deveria temer sair de casa com a camisa do seu time de futebol preferido, com medo de ser espancado até a morte por uma meia dúzia de imbecis que usam uma camisa de outro time.
Mas, infelizmente, este mundo que acabei de comentar não existe e somos expostos diariamente a tantas influências negativas que temos de procurar uma forma de nos unirmos a pessoas que ainda cultuam algum tipo de preceitos e valores morais e que pensem como nós. E para isso que existe a Maçonaria e a Ordem DeMolay, por exemplo.
Lá somos lembrados a continuar usando tudo de bom que aprendemos com nossos pais e nos são “relembrados” alguns outros valores que acabamos esquecendo com a correria da vida.
No dia que o ser humano aprender a respeitar ao próximo, eu proponho o fim da Maçonaria e de todas as Ordens semelhantes. “Enquanto isso seria um prazer ter você conosco.”
Hoje este candidato não é mais candidato, pois foi iniciado DeMolay logo depois.
Mas o que mais me deixou feliz foi escutar esta minha teoria repetida por um dos meninos que estavam participando daquela sindicância para outro candidato à Ordem DeMolay, dias depois. Ou seja, até que esta teoria não é tão maluca assim, pois mais alguém concorda com ela.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

SOMOS MAÇONS


Nós não somos maus.
Nós não prejudicamos ou seduzimos pessoas.
Nós não somos perigosos.
Nós somos pessoas normais como você.
Nós temos famílias, empregos, esperanças e sonhos.
Nós não somos um culto.
Nós não somos o que você acha que somos quando vê TV.
Nós somos reais.
Nós rimos, nós choramos.
Nós somos sérios.
Nós temos senso de humor.
Você não precisa ter medo de nós.
Nós não queremos converter você.
E por favor não tente nos converter.
Apenas nos dê o mesmo direito que nós damos a você : Viver em paz.

Nós somos muito mais similares a você do que você imagina. Somos Pais, filhos, irmãos, primos, vizinhos, amigos.
Somos Católicos, Evangélicos, Espíritas, Muçulmanos, Judeus, Comerciantes, Empresários, Funcionários Públicos, Funcionários de Empresas e de Comércios, Garçons, auxiliares de Escritórios, profissionais Liberais e etc.
Todos unidos independentes de credo, raça, cor, religião ou partido político.
Somos uma instituição Associativa de homens esclarecidos e virtuosos, que se congregam entre si, como irmãos que somos, cujo fim é viver em perfeita igualdade, intimamente ligados por laços de recíproca estima, confiança e amizade, estimulando-se uns aos outros, na prática da virtude.
Estas definições não são perfeitas, apenas suficientes para nos convencer de que a Ordem Maçônica foi, é, e sempre deverá ser, a união consciente de homens íntegros, virtuosos, desinteressados, generosos e acima de tudo devotados. Irmãos livres e iguais, ligados por deveres de fraternidade, que pelo exemplo e prática da virtude, buscam esclarecer os homens e prepará-los para a emancipação progressiva da humanidade.
Uma verdadeira escola, não só de moral como também de filosofia social e espiritual, um sistema, revelado aos Maçons por alegorias e ensinado através de símbolos, guiando seus adeptos à prática e ao aperfeiçoamento dos seus mais elevados deveres.
Afugentando os baixos sentimentos de materialismo, de sensualidade e de mundanismo e invocando sempre o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, tornando-nos dignos de si mesmos, da Família, da Pátria e da Humanidade.

Somos Maçons

Com muito Orgulho e com muita Honra.
Fonte: www.filhosdehiran.blogspot.com.br

sexta-feira, 4 de maio de 2012

POSTURA MAÇÔNICA E COMPOSTURA MAÇÔNICA



Enquanto a Postura trata de aspectos corporais, tais como: maneira de andar, sentar, portar-se nas mais variadas situações, a Compostura é o conjunto de ações que denotam boa educação.
Segundo os nossos Dicionários, postura significa “disposição ou posição do corpo”. Dentro de nossos Templos devemos obedecer a uma sistemática ordenada pela tradição. A postura sempre externará nosso “respeito”, uma atitude convencional de expectativa e de participação.
Segundo nosso Ir.’. Rizzardo de Camino “as posturas são originárias da Índia e do Egito e nestes países, sempre tiveram aspecto místico”.
A posição exata contribui para que o fluxo do sangue alimente mais, certa região necessitada; equilibra nosso sistema nervoso; provoca a secreção de sucos necessários às funções das glândulas; isso que descrevemos a “grosso modo”, apresenta no seu desenvolvimento científico, verdadeiros milagres. É a “magia” que atua, auxiliada pela nossa disposição em nos manter, quando em postura, da forma mais perfeita possível”.
Ao fazermos o Sinal de Ordem, bem como a Saudação Ritualística, devemos estar perfeitamente eretos, altivos formando um esquadro com os PP.’. quando executamos o sinal de ordem que por si só representa um ângulo reto. É o símbolo da postura que deve presidir o discurso do Maçom. Dessa forma, só são realizados quando obreiro estiver de pé e parado, ou praticando a Marcha Ritualística.

“Infelizmente, tem-se constatado em visitas a oficinas que alguns IIr.’. não estão observando os ângulos exigidos nas posições, formando-se assim, uma postura desajeitada, como se o organismo se encontrasse exausto a ponto da mão não poder ficar na posição correta”.
A uniformidade da postura, com certeza embeleza os trabalhos da loja. Imaginem uma fileira de soldados praticando a “ordem unida”. Se não houver sincronismo, o desfile se tornará horroroso e cheio de trapalhadas. Assim acontece nas nossas colunas. Devemos manter um porte elegante, pois nada há de mais belo que ver uma Loja trabalhar corretamente, pois isso entusiasma e traz resultados surpreendentes.
Ao fazer uso da palavra, mister se faz que se cumpram algumas formalidades em que se enquadra a boa postura. Concedida a palavra, deve o irmão, antes de iniciar sua fala, dirigir os cumprimentos a todos os presentes, obedecendo-se a ordem hierárquica.
No nosso Ritual, o diálogo entre as Luzes e as Dignidades e Oficiais é feito usando-se o pronome da segunda pessoa do plural (vós), portando, seria interessante que todos se habituassem a seguir o exemplo.
Como a Maçonaria considera a todos os seus Iniciados como iguais, os títulos e patentes profanas como Senhor, Doutor, Professor, Coronel e etc.. devem ser ignorados em nossas falas, não como sinal de desrespeito, mas como uma afirmação a esta decantada Igualdade.
Segundo nossos ensinamentos, o Maçom não deve fazer ostentação daquilo que possui, portando, recomenda-se que não usemos medalhas dos graus filosóficos em sessões simbólicas, por entender que um peito cheio de medalhas pode constranger um Ir.’. de grau inferior.
Sentado, o Maçom deve assumir umas posturas convencionais, que aparentemente pode ocasionar um cansaço, mas na realidade, se estiver de maneira correta, o obreiro poderá permanecer sentado por um longo período. Essa postura, representada pelos Egípcios através de estátuas e pinturas, nos leva a crer que essa posição conduzia a algum resultado esotérico.
Os pés formam com as pernas uma esquadria. As pernas com as coxas formam outra esquadria. As coxas com o tronco uma nova esquadria. Os braços e antebraços completam mais uma esquadria. As mãos abertas repousam sobre as coxas.
A posição do corpo pode curar distorções fisiológicas e nervosas, portando, as posturas devem ser executadas com interesse, pois, já sabemos que, em Maçonaria nada existe e nada se faz sem uma razão.
Sentado, o Maçom, além de isolar completamente os membros superiores, inferiores e baixo ventre, deixando livre a parte respiratória e a mente, poderá, se sua postura estiver correta, aperceber-se com mais proveito de tudo o que vê e ouve.
Nossas palavras, gestos e atitudes, são cartões de visita do nosso comportamento. Temos momentos de incorreção, mas não se julga ninguém pelo tombo e sim pelo modo como ele se levanta.
Meus queridos Irmãos: digam suas palavras, pratiquem corretamente a ritualística com a postura e seriedade que requer o respeito, a ética e o comportamento dentro e fora do Templo.

Fonte de consulta: Livro Ordem na Ordem – Enielson Pereira Lopes
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